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Eleições dos caminhoneiros da Baixada deve chegar à Justiça

A Chapa 1, encabeçada pelo ex-presidente Alexsandro Viviani, o Italiano, vai tentar impugnar o pleito por suposta fraude

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14 JUL 2020Por Da Reportagem07h15
Pleito foi na Rua Xavier da Silveira, 133, no Paquetá, sede da entidade. A Situação obteve 795 e a Oposição 915 votosFoto: Nair Bueno/DL

As eleições do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) podem chegar à Justiça. A Chapa 1, encabeçada pelo ex-presidente e concorrente à reeleição, Alexsandro Viviani, vai tentar impugnar o pleito por acreditar que houve fraude articulada pela chapa 2, de oposição, liderada por José Cícero Rodrigues Agra, que venceu por uma diferença de 120 votos o pleito, em 27 de junho último, na Rua Xavier da Silveira, 133, no Paquetá, sede da entidade. Agra garante que pleito foi legítimo e justo para as duas chapas.

Conforme explica Italiano, aconteceram reuniões nas quais foram definidas as regras da eleições e o principal item é que só poderiam votar caminhoneiros de Santos e região, sindicalizado ou não, apresentando apenas a habilitação, categoria D e E. No entanto, segundo conta, motoristas de outros segmentos da profissão, como de ônibus, votaram.

"Cerca de 400 motoristas de ônibus, profissionais que não autônomos (trabalham sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT) e 200 caminhoneiros de São Paulo (que não fazem parta da base da Baixada) votaram. Isso nunca ocorreu em nossa entidade", dispara Viviani, conhecido como Italiano.

No último sábado (11), dezenas de caminhoneiros, liderados por Italiano, fizeram uma manifestação em frente a uma das empresas de ônibus em que ficou constatada a origem de motoristas votantes.

"As eleições foram abertas, também para motoristas não sindicalizados por que acreditamos serem mais justas, mas só para caminhoneiros autônomos e da região, não para motoristas celetistas e de São Paulo", finaliza Italiano.

Outro lado

Procurado, o vencedor e atual presidente, José Angra, foi enfático em garantir que a Chapa 1 também obteve votos de motoristas de ônibus, portanto, não pode alegar fraude.

"O estatuto determina que só sindicalizados votam. Porém, as duas partes fizeram um acordo que permitiu a eleição aberta, como ocorreu em anos anteriores. Portanto, as regras valeram para as duas chapas. Vamos aguardar a notificação da Justiça para provar documentalmente que o pleito seguiu as regras estabelecidas, com isenção dos dois lados. Vencemos de forma limpa e igualitária. A Chapa 1 está inconformada e tem direito de questionar, assim como temos o direito de nos defender", finaliza.

A Chapa Um (situação) obteve 795 e, a dois (oposição) 915 votos. A nova direção ficará até 2023 à frente do Sindicam, que tem o objetivo de defender os direitos da categoria e também lutar por melhores condições de trabalho e vida de seus sindicalizados.