Centrais sindicais prometem parar a Baixada Santista hoje com greve

Paralisação é contra as reformas trabalhista e previdenciária que estão em debate no Congresso

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30 JUN 2017Por Da Reportagem06h30
A última greve geral, em 28 de abril, teve grande adesão na Baixada Santista, mas também contou com forte repressão policil e confrontos com alguns grevistasA última greve geral, em 28 de abril, teve grande adesão na Baixada Santista, mas também contou com forte repressão policil e confrontos com alguns grevistasFoto: Matheus Tagé/DL

As centrais sindicais prometem parar a  Baixada Santista hoje (30), com uma greve geral, que vai ser deflagrada em todo País, contra os projetos das reformas da previdência e trabalhista, e pela anulação da lei de terceirização. A decisão foi confirmada em  Plenária Aberta, realizada na noite de quarta-feira, na sede do Sindipetro-LP, em Santos.

Os bancos devem amanhecer fechados devido à greve, o mesmo ocorrendo em setores da administração pública, refinaria e o porto, este último devido à greve de estivadores e portuários do Sintraport, que estão em campanha salarial.

Grevistas pretendem fechar acessos entre Santos e São Vicente e também bloquear estradas e depois seguirão em marcha até a Praça Mauá, no Centro de Santos, onde farão um ato público contra o Governo Federal que promove as reformas, que segundo os sindicalistas, vão retirar direitos históricos de trabalhadores e aposentados.

O auditório contou com a presença de mais de 200 pessoas, entre dirigentes sindicais e trabalhadores de diversas categorias, além de ativistas dos movimentos sociais e estudantil. Organizada pela Frente Sindical Classista, a atividade demonstrou ser uma ferramenta importante para garantir que o conjunto do movimento sindical se articulasse de forma unitária para garantir um forte 30 de junho na região.

Ficou decidido que, logo pela manhã, conforme deliberado na plenária, serão realizados piquetes nas principais vias de acesso das cidades da Baixada Santista. Por ser uma região com forte perfil metropolitano, a expectativa é de que os bloqueios dos manifestantes afetem sensivelmente a rotina de diversas cidades, como Santos, São Vicente e Praia Grande. Na sequência, por volta do meio-dia, está previsto Ato Unificado na Praça Mauá, em Santos.

Em nota, a Frente Sindical Classista diz que “repetindo uma realidade que se reproduz em todo o país, diversas categorias da região enfrentam duros ataques dos patrões. Por isso, a greve geral se apresenta como uma oportunidade de impulsionar e conectar as lutas específicas desses trabalhadores com as demandas mais gerais do conjunto da classe trabalhadora brasileira. É o caso dos estivadores e petroleiros, duas categorias operárias estratégicas do país que prometem aderir à greve com bastante força”.

Estiva

No caso da estiva, que está em campanha salarial, a categoria aprovou em assembleia greve de 48 horas em quatro terminais de contêineres. Serão afetadas pela paralisação, que começa às 7 horas e terminará às 7 de domingo, as empresas Santos Brasil, Libra, Ecoporto e BTP. No caso dos petroleiros, em assembleia a categoria aprovou greve de 24 horas em todas as unidades da região.

A orientação do Sindipetro Litoral Paulista é de que os trabalhadores em greve não fiquem em casa. É preciso estar nas ruas, fortalecendo este importante dia de luta. Neste caso, pedimos que os trabalhadores de todas as bases da Baixada Santista se dirijam diretamente para o prédio do Valongo, em Santos, para ajudar os dirigentes sindicais no trabalho de convencimento com aqueles petroleiros da unidade que ainda estejam em dúvida sobre a adesão ao movimento.

“Em nossa categoria, importante frisar que diante da redução do efetivo das unidades de refino em todo país não está descartada a possibilidade de continuidade da mobilização em nível nacional, seja através de greve ou paralisações parciais.  Agreve geral será uma possibilidade de fortalecer a nossa luta”.