Centrais sindicais preparam manifestações para o dia 29

Sindicalistas da Baixada Santista promovem reunião na quarta-feira para prepararem forte esquema para a realização de manifestações, greves e protestos na Região

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18 MAI 201510h33

O próximo dia 29 vai ser de mobilização sindical em todo o País. A data denominada Dia Nacional de Paralisações e Protestos será marcada por greves, protestos e manifestações. Na Baixada Santista, a mobilização deverá ocorrer em Santos e em Cubatão, com possibilidade de fechamento das estradas de acesso à região.

A decisão final, entretanto, será tomada em duas reuniões de sindicalistas, sendo que a primeira vai ocorrer na próxima quarta-feira, dia 20, às 15 horas, no Sindicato dos Químicos. “Nós não podemos ficar indiferentes ao que ocorre no País, quando direitos trabalhistas e previdenciários são retirados pelo Governo Federal num pretenso ajuste fiscal que só prejudica as classes menos favorecidas da sociedade”, diz Herbert Passos Filho, presidente do Sindicato dos Químicos e diretor da Força Sindical na Baixada Santista.

“Direitos históricos estão sendo  subtraídos e nós não podemos ficar inertes. Temos que reagir, pois os trabalhadores e pensionistas estão sendo os mais prejudicados pelas medidas provisórias e também pelo projeto da terceirização”, diz Arnaldo Azevedo Biloti, presidente do Suindcomerciários e diretor da UGT na Baixada Santista.

“Se nós não nos movimentarmos para uma reação à altura contra o Governo Federal, os direitos dos trabalhadores, inclusive os sociais, serão jogados na lata do lixo e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estará sendo rasgada por este Governo que pretende pagar suas contas com o sacrifício de trabalhadores, aposentados e viúvas”, justificou Paulo Pimentel, presidente do Sintrasaúde, mais antigo sindicalista da Baixada e diretor da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) na região.

Trabalhadores serão mobilizados  para as manifestações na região (Foto: Matheus Tagé/DL)

Corrosão salarial

O presidente nacional da Força Sindical, Miguel Torres, diz que a corrosão salarial é um reflexo direto da crise provocada pelo Governo. “Provocada pelos juros altos e pelo desequilíbrio das contas do Governo, a redução da atividade econômica no País já começou a causar a corrosão dos rendimentos do trabalho, elevar o desemprego e reduzir a produção e as vendas da indústria de transformação”.

E prossegue: “para combater esta situação, o Governo lançou mão do ajuste fiscal, com o qual pretende obter mais recursos para fechar as suas contas. Entre outras ações, apresentou duas medidas provisórias (MPs), a 664 e 665, que, além de reduzir direitos trabalhistas e previdenciários, dificultam o acesso das pessoas a estes benefícios”.

Ele diz que os representantes da Força Sindical e das demais centrais, não vão admitir que o custo da crise seja jogado sobre os ombros dos trabalhadores, que não são os responsáveis pelo desequilíbrio das contas.

Por isso, as centrais decidiram deflagrar manifestações em todo o País, no dia 29 de maio. Será o ‘Dia Nacional de Paralisações e Protestos’, conforme decisão tomada pelos dirigentes das entidades na sede da UGT, em São Paulo.

O encontro reafirmou a importância da unidade de ação do movimento sindical e concordou com a elaboração de uma pauta mais ampla que inclua a defesa do emprego e a redução dos juros.

“Entendemos que cabe aos trabalhadores lutarem para sensibilizar os parlamentares e rejeitar as medidas provisórias (MPs) 665 (agora no Senado) e a MP 664 (a ser enviada ao Senado). Também foi tirado um encaminhamento que visa informar estas resoluções aos dirigentes sindicais de diferentes categorias filiados às centrais sindicais — Força Sindical, CUT, UGT, CTB, Nova Central e CGTB”.

A Força Sindical está chamando seus diretores para uma reunião no dia 18, na qual serão debatidas a pauta de reivindicações da entidade e a participação da central no ato do dia 29.