Centrais preparam marcha à Brasília contra as reformas

Nove centrais sindicais se reuniram e definiram o calendário de mobilização contra os projetos

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06 MAI 2017Por Folhapress10h50
Centrais informam a nova mobilização contra as reformas previdenciária e trabalhista que inclui marcha à BrasíliaFoto: Rodrigo Montaldi/DL

As centrais sindicais que organizaram a greve geral na sexta (28) definiram um calendário de ações em Brasília contra as reformas trabalhista e da Previdência. Caso os projetos avancem, uma nova greve geral será ­discutida.

O plano é visitar deputados e senadores entre os dias 8 e 12 deste mês para convencê-los a rejeitar as propostas do governo e, entre os dias 15 e 19, fazer manifestações contra as votações no Congresso.

Uma grande marcha com destino ao Congresso, ainda sem data definida, deve acontecer na semana do dia 15.

As decisões foram tomadas na quinta (4) em reunião na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo com a participação das nove centrais ­sindicais.

“Existe a possibilidade de greve geral maior que no dia 28 se as ações que fizermos não gerarem frutos”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, após o encontro.

A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, que organizaram protesto em São Paulo contra a reforma no dia da greve geral, também estiveram na reunião.

As entidades também fizeram um balanço positivo do movimento no dia 28 de abril.
“Estamos em outro patamar para a retirada das propostas”, disse Freitas.

“No Senado, o ambiente está diferente, acredito que a votação da reforma será feita de outra forma”, afirmou Ricardo Patah, presidente da UGT.

As paralisações a protestos atingiram ao menos 130 cidades no país.

Militantes soltos

Na quinta, um desembargador da 16ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou um habeas corpus para a soltura de três militantes do ­Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) que haviam sido detidos na greve geral. Eles serão liberados nesta sexta (5).

“Argumentamos a absurda falta de fundamentação dessa prisão. Não tem prova contra eles, estavam sendo mantidos com base em um argumento de manutenção da ordem pública”, disse Guilherme Boulos, do MTST.