Categoria rejeita propostas de reajuste salarial da Codesp

O Sindaport rejeitou as propostas de reajuste salarial apresentadas pela Codesp

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25 JAN 201323h53

O Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) rejeitou as propostas de reajuste salarial apresentadas pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), na manhã de ontem, em reunião de campanha para o acordo coletivo de trabalho.

Segundo o presidente do sindicato, Everandy Cirino dos Santos, a Codesp apresentou duas propostas. “A primeira proposta é de reajuste salarial de 4,26% calculado sobre 80% do IPC no período de junho de 2008 a junho de 2009. A segunda proposta é de reajuste de 7,55% válido por dois anos calculado sobre 100% do IPC de junho de 2008 a junho de 2009, mais projeção de 2,25% para o período 2009/2010, com reflexo nas causas econômicas.

A pauta de reivindicações da categoria aprovada em assembléia propõe 8% de aumento salarial mais 10% de aumento real, isenção total do pagamento do plano de saúde e empréstimo de férias.

A categoria também reivindica abono salarial de R$ 2.500, equiparação salarial de 26,05% aos empregados (aumento já concedido a alguns funcionários) como correção das perdas geradas pela URP, hora extra de 100%, auxílio creche, auxílio filho deficiente e licença maternidade de 180 dias. Além de um Plano de Desligamento Voluntário e a complementação de aposentadoria para todos os empregados.

“Queremos evitar a convocação de mesa redonda no Ministério do Trabalho e a instauração de dissídio coletivo, pois acreditamos que o entendimento entre as partes é sempre a melhor solução”, garante Everandy Cirino.

Embora o sindicato rejeite as propostas apresentadas pela Codesp, convocou assembleia para a próxima segunda-feira, para apreciação e votação pelo portuários. A assembleia será na sede do sindicato, à Rua Júlio Conceição, 91, na Vila Mathias, em Santos, às 20 horas.

Cirino pediu ainda à Codesp, na reunião de ontem, a suspensão da consulta aos funcionários pela escolha ou do Plano de Demissão Voluntária ou da complementação de aposentadoria. “A prioridade é a campanha salarial da categoria. Essa consulta está amedrontando os trabalhadores em época de campanha salarial. Depois da campanha, podemos discutir essa consulta”, afirmou Cirino, complementando que a Codesp atendeu ao seu pedido.