Câmara vota na terça a emenda com reajuste para aposentados

Projeto que estende até 2019 a política de valorização do salário mínimo foi aprovado, mas a emenda que beneficia os aposentados teve votação adiada para próxima terça

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15 MAR 201500h56

Os aposentados e pensionistas do INSS, que ganham acima do salário mínimo, podem ter aprovado, na próxima terça-feira, um reajuste maior que a inflação e mais que isso: ter uma política de reajuste dos benefícios até 2019, a exemplo do que ocorre com o salário mínimo.

Isto é o que consta no Projeto de Lei 7469/14, do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP ), que estende até 2019 a atual política de valorização do salário mínimo, prevendo o reajuste pela variação real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e pela inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

A extensão da política de valorização do mínimo foi aprovada na última semana, mas ainda não foram analisados os destaques apresentados. E uma delas é exatamente a que tem o objetivo de aplicar a regra de reajuste para as aposentadorias.

Um acordo de lideranças transferiu para a próxima terça-feira a continuidade de votação do Projeto. O texto foi aprovado na última terça-feira (10), mas as emendas ainda não foram à votação no plenário da Câmara dos Deputados, por obstrução governista.


Votação deve ser marcada por debate entre deputados governistas e de oposição (Foto: ABr)

Deputados do PSDB e do Psol criticaram a obstrução governista que teve o objetivo de retirar de pauta o projeto. O governo é contra emendas que ampliam o reajuste para aposentados e pensionistas e apresentou requerimento para retirar o texto de pauta.

O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) disse que o PT perde oportunidade de cumprir uma promessa histórica de valorização da aposentadoria. “O PT cresceu defendendo estas bandeiras e, agora que está com a caneta na mão, pode defender o pensionista e aposentado, mas vira as costas”, disse.

O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), disse que a atitude causou espanto. “Espanto que se queira retirar de pauta a discussão do salário mínimo nesta País tão desigual”, disse.