Bombeiros querem piso salarial de R$ 2 mil

O cabo Benevenuto Daciolo disse na manhã de ontem que a destinação de 30% dos recursos do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom), anunciada ontem pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), não põe fim às reivindicações do grupo

Comentar
Compartilhar
09 JAN 201321h17

"Gratificação não é salário", afirmou o porta-voz do movimento grevista dos bombeiros do Rio de Janeiro, cabo Benevenuto Daciolo, que participou de reunião com deputados na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para debater projetos de anistia aos manifestantes presos.

Segundo Daciolo, a principal reivindicação do grupo continua sendo o aumento do piso salarial de R$ 950 para R$ 2 mil líquidos. "Se, depois de aumentar os salários, o Governo quiser também reajustar as gratificações, ótimo. Mas não é a nossa prioridade no momento", disse. O líder do movimento grevista afirmou ainda não ter sido procurado pelo comandante da corporação e secretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, para debater as reivindicações.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria, o coronel deve se reunir nos próximos dias com os líderes do movimento, e também com o secretário de Planejamento e Gestão do Rio, Sérgio Ruy Barbosa, para avaliar quais seriam os impactos dos reajustes na economia do Estado.

Além de Daciolo, participaram da reunião, representando os bombeiros, o primeiro-sargento Valdelei Duarte e os capitães Bruno Bilbao e Leonardo de Marco. Os quatro estavam detidos no Grupamento Especial Prisional (GEP), em São Cristóvão, na zona norte do Rio, e foram soltos na sexta-feira à noite. Os demais detidos, que estavam na 3ª Policlínica dos Bombeiros, em Niterói, foram liberados no sábado.