Aposentados do Sintraport reivindicam complementação salarial

Extensão da complementação salarial a todos os ex-funcionários aposentados da Codesp

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24 JAN 201323h31

Essa é a principal reivindicação do Departamento dos Aposentados do Sintraport. Segundo o diretor do departamento, o portuário aposentado Luiz Augusto de Almeida Filho, só tem direito à complementação salarial os ex-funcionários contratados pela antiga Companhia Docas de Santos (CDS) até junho de 1965.

A complementação salarial beneficiou, na época, trabalhadores que recebiam salário mínimo, que era inferior ao salário mínimo da Companhia Docas. De acordo com Luiz Augusto, cerca de cinco mil aposentados não recebem a complementação salarial.

Além disso, o Departamento dos Aposentados do Sintraport quer negociar também junto à Codesp e aos demais sindicatos que representam trabalhadores portuários o percentual de contribuição da Codesp no plano de saúde dos aposentados. “Hoje os aposentados pagam 60% e a Codesp 40%. Já os portuários da ativa pagam 40% e a Codesp, 60%”, afirmou Luiz Augusto.

O representante dos aposentados do Sintraport quer incluir essas reivindicações na pauta de negociações da campanha salarial dos trabalhadores da Codesp, que está em curso.

Na última quinta-feira, a Codesp apresentou proposta para o acordo coletivo de trabalho aos sindicalistas. O presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, esclareceu que a pauta de reivindicações para o acordo coletivo dos portuários ativos e inativos encaminhada à Codesp, foi aprovada conjuntamente entre o Sindaport, Sintraport, Sindogeesp, Sindicatos dos Rodoviários, entre outros.

De acordo com Cirino, as reivindicações dos aposentados sobre a complementação salarial e isenção no plano de saúde já estão previstas na pauta enviada à Codesp.

O Sindaport está convocando assembleia para o próximo dia 29, na sede do sindicato, para discussão das propostas enviadas pela Codesp. O Sindaport está conduzindo a campanha salarial da categoria por ser “o sindicato preponderante que representa 80% dos portuários”.