Acaba greve de funcionários da Sublime

Com a produção de gelo, pescadores retornam às atividades para abastecer o comércio com peixes.

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10 JAN 201312h20

Mais um dia de paralisação dos funcionários da empresa Sublime, que administra o Terminal Pesqueiro Público de Santos (TPPS), impactou novamente no fornecimento de peixes para os estabelecimentos comerciais da Região e de todo o Estado de São Paulo. Ao todo, cerca de 80 toneladas dos pescados deixaram de ser distribuídas por falta de gelo para armazenamento, que é fabricado pelos 22 trabalhadores que atuam no terminal. Segundo o Ministério da Pesca e Agricultura, a situação se normaliza nesta quarta-feira (10).

De acordo com o superintendente do Ministério da Pesca no Estado, Jorge Augusto de Castro, um acordo entre o Órgão Federal e os funcionários foi realizado na manhã de ontem, para que eles voltassem ao trabalho. Com isso, o gelo volta a ser fornecido e os pescadores retomam a pesca com as devidas condições de armazenamento dos peixes.

Mais de 40 embarcações estavam paradas, ontem, no terminal, porque os pescadores não saíram para pescar. Segundo o presidente do Sindicato dos Pescadores e Trabalhadores Assemelhados do Estado de São Paulo, Jorge Machado da Silva, os pescadores dependem do gelo que é fornecido pelo TPPS para fornecer os peixes.

Mais de 40 embarcações estavam paradas, ontem, no terminal. (Foto: Matheus Tagé/ DL)

Sem salário

Os 22 funcionários do TPPS não receberam os salários de novembro e dezembro do ano passado, sem contar o 13º salário. De acordo com o representante do Ministério da Pesca e Agricultura em São Paulo, a empresa que tinha a concessão para administrar o terminal enviou uma carta ao Órgao, no dia 7 de novembro, rescindindo o contrato. “A Sublime está passando por dificuldades internas e não tem mais condições de administrar o TPPS. Com a quebra de contrato, o Ministério reteve a verba dos salários dos funcionários e está agindo juridicamente para repassar essa quantia”.

O superintendente diz que o Ministério da Pesca acionou o Ministério Público do Trabalho para conseguir a autorização e pagar os funcionários diretamente. “Acredito que até semana que vem, os trabalhadores já recebam os valores. Enquanto isso, fizemos um acordo com eles (trabalhadores) que vão voltar ao trabalho amanhã (hoje), para não afetar mais o comércio que conta com os pescados que saem daqui (TPPS)”, ressalta Augusto de Castro.