Vacina evita internação de bebês de até 1 ano por vírus respiratório em 83% dos casos

Já para a infecção do trato respiratório inferior, sem necessidade de hospitalização, a proteção foi de 75,7% entre aqueles que receberam o imunizante

Em outubro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o nirsevimabe para prevenção do VSR em crianças

Em outubro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o nirsevimabe para prevenção do VSR em crianças | Divulgação/PMS

A proteção de bebês de até 1 ano contra hospitalização causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR) que receberam injeção do nirsevimabe foi de 83,2%, em um estudo conduzido no Reino Unido, França e Alemanha.

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Já para a infecção do trato respiratório inferior, sem necessidade de hospitalização, a proteção foi de 75,7% entre aqueles que receberam o imunizante.

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Os resultados do novo estudo foram publicados nesta quinta-feira (28) na revista científica Nejm (The New England Journal of Medicine). Dados do mesmo estudo global, feito com crianças no Brasil, já haviam indicado a alta proteção para bebês antes da sua primeira temporada de vírus respiratórios.

Em outubro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o nirsevimabe para prevenção do VSR em crianças.

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Comercializado pelo nome Beyfortus e fabricado pela farmacêutica Sanofi em parceria com a AstraZeneca, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que impede a penetração do vírus nas células. Na bula, a agência indica que ele deve ser disponibilizado como solução injetável, administrada por via intramuscular, em dose única, em recém-nascidos e lactentes em sua primeira temporada de contato com o VSR.

A indicação também se estende para crianças de até dois anos de idade que permanecem vulneráveis à doença grave causada pelo vírus, como aquelas com doença pulmonar crônica da prematuridade, doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa, fibrose cística, doenças neuromusculares ou anomalias congênitas das vias aéreas.

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A recomendação também inclui crianças imunocomprometidas ou com síndrome de Down.

O VSR é o principal agente causador de bronquiolite em bebês, uma doença respiratória comum e altamente contagiosa cujos sintomas principais são tosse e falta de ar. Em geral, os casos são leves, mas podem resultar em internações hospitalares.

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No artigo, os pesquisadores apresentam os resultados de um ensaio clínico com 8.058 bebês de até 12 meses, nascidos com pelo menos 29 semanas de gestação (não eram prematuros) e que estavam em sua primeira temporada de doenças respiratórias.

Metade dos participantes recebeu o nirsevimabe, enquanto o restante teve a injeção de uma substância placebo (grupo controle). Foram registradas 11 internações no grupo que recebeu a droga (0,3%), contra 60 no grupo controle (1,5%), indicando uma proteção de 83,2% do imunizante (índice de confiança 95%).

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Em relação à infecção grave, ela aconteceu em cinco bebês (0,1%) administrados com o remédio, contra 19 no grupo controle (0,5%), representando uma eficácia de 75,7%. A eficácia contra hospitalização associada à infecção do trato respiratório inferior variou entre os países, sendo a mais alta na França (86,9%) e a mais baixa na Alemanha (74,2%), em valores ajustados por sexo e fatores de risco do bebê. Os dados de segurança mostraram uma baixa incidência de efeitos adversos (86, ou 2,1%).

O remédio, assim, se mostrou eficaz contra a hospitalização associada à infecção por VSR em bebês de até 12 meses.

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Até então, o único remédio disponível contra o vírus era o palivizumabe, produzido pela farmacêutica Astrazeneca, indicado somente para quadros graves de infecções respiratórias, com alto risco de hospitalização.

Recentemente, a FDA, agência que regulamenta alimentos e drogas nos EUA, aprovou, além do nirsevimabe, dois imunizantes contra VSR -um para aplicação em idosos, produzido pela GSK, e outro da Pfizer, cuja indicação é para gestantes, protegendo bebês antes do parto.

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No Brasil, a Anvisa aprovou o imunizante que protege idosos do VSR no início de dezembro. A Pfizer solicitou, em agosto, um pedido de registro à Anvisa de sua vacina indicada para gestantes que protege bebês contra bronquiolite, mas o pedido ainda segue em análise.