SP registra primeira internação compulsória após projeto

Após início do projeto do Governo de São Paulo e da Justiça, o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas registrou a primeira internação.

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24 JAN 201312h30

Após início do projeto do governo paulista e da Justiça para agilizar o tratamento de dependentes químicos, o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod) registrou nesta quinta-feira (24), terceiro dia de atendimento, o primeiro caso de internação compulsória, casos em que o dependente vai para tratamento sem consentimento próprio ou da família.

De acordo com o balanço da Secretaria de Estado da Saúde, só na quarta-feira (23) foram feitas 11 internações, sendo três involuntárias (a pedido da família) e sete voluntárias.

Os números desta quarta-feira (23) superam os registrados nos dois primeiros dias, quando foram contabilizadas sete internações, sendo que nenhuma foi involuntária ou compulsória. O número de pessoas que procuraram o centro de referência para orientação também aumentou: no primeiro dia foram 39, no segundo, 41 e no terceiro dia foram 47 acolhimentos.

Governo de São Paulo iniciou no último dia 21 ações para a internação involuntária ou compulsória de usuários de crack. (Foto: Divulgação/ ABr)

O número de ligações telefônicas para o Cratod registrou aumento de mais de 100% em relação ao que era registrado antes da parceria entre o governo estadual e a Justiça paulista, informou a secretaria. Foram mais de 300 ligações diárias, enquanto, anteriormente, os contatos não passavam de 140 por dia. A Secretaria Estadual de Saúde informou que será criado um 0800, a partir da próxima semana, para atender a demanda crescente.

Nesta quarta-feira (23), devido à grande procura pela internação, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou o aumento do número de leitos destinados a esse tipo de tratamento, de 691 para 757.