Santos sofrerá epidemia de dengue

Secretário de Saúde Marcos Calvo prevê aumento de casos nos meses de março e abril

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28 FEV 201310h34

A cidade de Santos sofrerá com uma epidemia de dengue nos meses de março e abril. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (27), pelo secretário de Saúde, Marcos Calvo, durante lançamento do Plano Municipal de Mobilização contra a dengue, que tentará minimizar os impactos causados pela doença no Município.

Com isso, a Prefeitura tem como meta evitar que números similares ou piores que a epidemia registrada em 2010 volte ocorrer neste ano. “Queremos evitar o número de óbitos relacionados a dengue”, afirma Calvo. Naquele ano, foram registrados 8.031 casos da doença, com 23 mortes.

Da primeira semana de janeiro até a última segunda-feira, 216 casos da doença foram confirmados. Somando esse número, com os 88 casos registrados nos últimos meses de 2012, são 304 confirmações de dengue. Para se enquadrar em estado epidêmico, Santos precisa chegar a confirmação de 420 casos. Segundo Calvo, o aumento dos casos de dengue pode ser explicado pelo clima da Cidade, que favorece a proliferação de larvas do mosquito Aedes aegypti, causador da doença. “O aumento de casos vai ser iniciado agora, em março e abril. Historicamente, esses dois meses são os piores momentos da dengue em Santos”, afirma.

Plano - Prefeitura lançou ontem, o Plano Municipal de combate a dengue, que tentará minizar impactos da doença (Foto: Luiz Torres/ DL)

A campanha contará com três vertentes: controle do mosquito Aedes aegypti, mobilização popular e atendimento ao doente; e será coordenada pelo infectologista Marcos Caseiro, que esteve presente no evento. “Vamos sofrer essa epidemia, isso é inevitável, temos que correr para evitar o que ocorreu em 2010”, explica o infectologista.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) também presente no lançamento da campanha, afirmou que o Plano de Mobilização está se iniciando no momento certo. “Estamos agindo antes da epidemia se concretizar, diferente do que é feito normalmente. O plano é uma medida preventiva”, diz Paulo Alexandre. Em relação ao controle do mosquito, o chefe do Executivo santista explicou que intensificará a supervisão de agentes da doença, além de melhorar a capacitação dos profissionais da área da saúde. “Vamos melhorar a infraestrutura da Cidade para combater a dengue”, explica o prefeito.

Para auxiliar na luta contra a enfermidade, a Prefeitura instalou 438 armadilhas divididas em espaços de 200 metros para apurar os locais com maior incidência do mosquito. A partir dos números apontados pelas armadilhas, mutirões serão intensificados nas regiões com maiores índices. O levantamento poderá ser acessado pelo público, todas as terças-feiras, no Diário Oficial do Município.

Já no atendimento ao paciente, o enfermo que procurar atendimento médico com sintomas da dengue receberá um primeiro atendimento e será recomendando que ele volte em até 48h. “Vamos ligar para o paciente pedindo para que ele volte a UBS para ser reavaliado”, explica Caseiro.

No evento, foi anunciada a reativação do Comitê Municipal de Mobilização contra a dengue, que contará com membros de entidades de bairros, iniciativa privada, Prefeitura, com objetivo de integrar o Governo e a sociedade civil na prevenção e luta contra a doença. “Tenho certeza que unindo esses três fatores da campanha conseguiremos enfrentar essa epidemia”, finaliza Calvo.