Santos começa projeto-piloto de pet terapia

Objetivo do 'Terapets' é ajudar na melhora do estado psicológico de pacientes.

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09 NOV 2019Por Da Reportagem09h34
A primeira contemplada com a visita da cadela Angel foi Samantha Gonçalves, de 11 anos.Foto: DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE SANTOS

Enfrentar as restrições impostas por doenças e condições de saúde temporárias ou crônicas, como ficar acamado e ter problemas de locomoção, não é fácil. A partir deste mês, o projeto-piloto Terapets (Terapia Assistida por Cães), parceria entre a Secretaria de Saúde de Santos e o Dr. Au Au, pretende aliviar estas dificuldades e ajudar na recuperação e melhora do estado psicológico e emocional de pacientes atendidos pela Seção de Atendimento Domiciliar (Seadomi).

A primeira contemplada com a visita especial da cadela Angel, da raça schnauzer, foi Samantha Gonçalves Conceição, de 11 anos. Moradora do Morro do Saboó, desde setembro ela enfrenta as restrições de uma manifestação neurológica. "Ela está evoluindo com o tratamento, com movimentos mais rápidos, sentando sozinha. Achei maravilhosa esta visita, porque muda a rotina dela que está quase sempre em casa", contou a mãe de Samantha, Dajuda Aparecida Batista Gonçalves, 46 anos.

A menina, no começo, estava tímida, mas, aos poucos, a cadelinha de três anos de idade, já habituada com visitas a hospitais e outras instituições pelo projeto beneficente Dr. Au Au, foi conquistando sua confiança e obtendo alguns sorrisos entre lambidas e carinhos. "Ela é calma, eu quero que venha mais vezes sim", disse Samantha ao final do encontro.

Idealizadora do projeto, a jornalista Victoria Girardelli conta que o Dr. Au Au atua há 15 anos na região e que a proposta de estender para pacientes acamados ou com restrições de mobilidade surgiu a partir de um caso na família. "Minha mãe está acamada há dois anos e estou vivenciando isso próximo. A Angel é muito carinhosa e, para os pacientes, a visita é algo inesperado e agradável que traz conforto, alento".

A proposta inicialmente vai contemplar 10 pacientes de baixa complexidade, os quais não possuem animais domésticos e que não estejam em uso de equipamentos de respiração ou sonda de alimentação. As visitas serão quinzenais, pré-agendadas com os pacientes/cuidadores e têm duração média de 30 minutos.