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Saúde

Representante da Pfizer diz que governo ignorou oferta de 70 milhões de doses de vacina

"Proposta de 26 de agosto tinha validade de 15 dias. Passados 15 dias, governo não rejeitou e nem aceitou a oferta"

*Imagem meramente ilustrativa. / Marcelo Camargo/Agência Brasil

O gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, afirmou nesta quinta-feira (13) que a empresa fez ao menos cinco ofertas de doses de vacinas contra a Covid-19 em 2020 que não foram fechadas.

Segundo Murilo, as negociações começaram em maio e, em agosto, foi feita a primeira oferta ao Brasil, com dois quantitativos disponíveis: 30 milhões e 70 milhões de doses.

Depois, o laboratório fez mais duas ofertas, em 18 de agosto e 26 de agosto. Nesta última também foram ofertadas 30 e 70 milhões de doses para entrega parcelada até o final de dezembro de 2021, mas o governo brasileiro ignorou a proposta, como mostrou a Folha no início de março deste ano.

"Proposta de 26 de agosto tinha validade de 15 dias. Passados 15 dias, governo não rejeitou e nem aceitou a oferta".

As duas ofertas previam que ao menos 1,5 milhão de doses chegariam ao Brasil em dezembro de 2020.

Como a oferta foi ignorada, segundo Murillo, em novembro as negociações foram retomadas com mais duas propostas. Desta vez, só estava na mesa a possibilidade de compra de 70 milhões de doses e não havia mais a chance de alguma vacina da Pfizer chegar ainda em 2020.

Em 2021, a Pfizer voltou a fazer nova oferta em 15 de fevereiro deste ano. A proposta era de compra de 100 milhões de doses. Mais uma vez, o governo não fechou o acordo.

Em 8 de março deste ano, segundo Murilo, foi feita nova oferta, semelhante à de fevereiro. O acordo foi para a entrega de 100 milhões de doses, sendo 14 milhões no segundo trimestre de 2021 e mais 86 milhões no terceiro trimestre.

Murillo disse que só ficou confiante com o fechamento do acordo para o fornecimento da vacina com o governo brasileiro no dia 19 de março deste ano, quando o contrato foi assinado.

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