Prontos-socorros de Santos sem auto de vistoria

As três unidades de Saúde não têm estrutura física aprovada pelos bombeiros

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05 MAR 201312h22

Os três prontos-socorros de Santos - PS Central, PS da Zona Noroeste e PS da Zona Leste (Macuco) - não têm o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), instrumento legal atestando a segurança dos espaços público e privado.

A informação foi passada pelo comandante interino do 6º Grupamento de Bombeiros, Cláudio Affonso Malgueiro, ao vereador Evaldo Stanislau (PT), em resposta ao ofício do parlamentar questionando a situação das três edificações. A resposta do Corpo de Bombeiros foi recebida por Stanislau na última sexta-feira (1º). Ele levou as informações ao chefe de gabinete do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), Rogério Pereira dos Santos.

Quanto ao PS da Zona Noroeste, o major Malgueiro informa que a Prefeitura protocolou um projeto técnico  para análise em 28 de setembro de 2005. O Corpo de Bombeiros detectou irregularidades e expediu um “comunique-se” para a Administração Municipal em 13 de outubro daquele ano. O projeto técnico foi retirado pela Prefeitura para correção em 3 de novembro “e até a presente data não foi devolvido”.

PS central  foi uma das três unidades vistoriadas pelo vereador no começo de janeiro (Foto: Matheus Tagé/ DL)

Já o PS Central tem o projeto técnico nº 0611/143/08, aprovado em análise em 11 de março de 2009, “sem a solicitação de vistoria, portanto sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros até o presente momento”. E o projeto técnico nº 882/87, relativo ao Pronto-socorro da Zona Leste, foi aprovado em análise em 30 de novembro de 1987. E tem o mesmo problema: “sem a solicitação de vistoria, portanto, sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros até o presente momento”.

‘Gestões anteriores’

Na avaliação de Evaldo Stanislau, os problemas nessas três unidades de Saúde são frutos das gestões anteriores. “Os prefeitos foram coniventes, depois os secretários de Obras, depois os secretários de Saúde e os administradores das unidades”.

Stanislau, que também é médico e já apresentou em janeiro os problemas dos três prontos-socorros em uma audiência pública na Câmara, afirma que com esse ofício do Corpo de Bombeiros “fecha-se a tríade da insegurança sanitária, da insegurança física e da insegurança no atendimento”. O parlamentar não quer que essas informações obtidas por ele resultem em um entendimento de que até a localização das unidades tem de ser alterada. “O PS Central está bem localizado. O discurso para implantação das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) tem de ficar restrito às UPAs. Em Santos, uma UPA poderia ser criada na Alemoa, atendendo as vítimas de trânsito nas estradas e a população carente”.

Stanislau revelou ter ficado “decepcionado” com a situação das unidades.