População de Praia Grande pode realizar testes gratuitos de Hepatite C

De 26 a 30 de novembro, o PS Central do Complexo de Saúde Irmã Dulce sediará campanha para testagem de hepatite C, das 8h às 17h

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23 NOV 201210h36

A hepatite C é causada por um vírus (VHC) transmitido principalmente pelo sangue contaminado, mas a infecção também pode passar através das vias sexual e vertical (de mãe para filho). No Brasil, há cerca de 3 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C. No mundo, estima-se aproximadamente 170 milhões de portadores do vírus, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Não há vacina contra a doença. As recomendações são usar preservativo em relações sexuais, não compartilhar agulhas e seringas e verificar se agulhas ou qualquer outro objeto que entre em contato com sangue é descartável ou está devidamente esterilizado, entre outras medidas preventivas. Profissionais da saúde devem utilizar os EPIs (equipamentos de proteção individual) indicados para cada situação e fazer o descarte correto de materiais perfuro-cortantes.

Na próxima semana, de 26 a 30 de novembro, o Pronto-socorro Central do Complexo de Saúde Irmã Dulce de Praia Grande sediará campanha para testagem de hepatite C, das 8h às 17h. A coordenação do evento é da Unimes (Universidade Metropolitana de Santos), com apoio do Laboratório Roche e em parceria com a Fundação do ABC (FUABC), que gerencia o complexo.
 
A previsão é de se realizar cerca de 1.500 testes. A testagem é simples e rápida: leva alguns segundos. “Basta um furinho no dedo”, explica. Caso o resultado seja positivo, a pessoa será encaminhada para a Casa da Hepatite, em Santos, que oferece assistência médica e multidisciplinar aos portadores de hepatite virais e doenças hepáticas. A casa é um projeto da Faculdade de Medicina da Unimes e funciona na Rua Goiás, 27, Boqueirão.
 
Embora gratuito e aberto ao público, o evento é especialmente dirigido a pessoas de 30 a 65 anos que façam parte de grupos de risco para a doença, como profissionais de saúde e manicures, por exemplo. Sem sintomatologia na fase aguda, a doença evolui silenciosamente e a maioria dos portadores só a percebe anos após a infecção, quando apresenta um caso grave de hepatite crônica com risco de cirrose e câncer no fígado. “A testagem tem por objetivo fazer o diagnóstico precoce”, frisa Sônia.
 
A previsão é de se realizar cerca de 1.500 testes. A testagem é simples e rápida: leva alguns segundos (Foto: Luiz Torres)