População cobra melhorias em atendimento na UPA de Itanhaém

Moradores reclamam sobre a demora no atendimento e falta de médicos especializados e eficientes

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28 SET 2020Por Nayara Martins08h02
A reportagem do Diário do Litoral esteve na UPA de Itanhaém, no bairro Jardim Sabaúna, para saber a opinião dos munícipes.Foto: NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

Moradores de Itanhaém cobram melhores condições de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Entre as diversas as reclamações da população, estão a demora no atendimento, a falta de médicos ortopedistas e a falta de atendimento médico feito de forma mais eficiente.

A reportagem do Diário do Litoral esteve na UPA de Itanhaém, no bairro Jardim Sabaúna, para saber a opinião dos munícipes.

Um exemplo é a dona de casa Aparecida Donizete Ramirez, de 63 anos, que mora no bairro Gaivota e está com dores na coluna. "O atendimento está péssimo, essa já é a terceira vez que venho procurar o médico ortopedista na UPA, mas não consigo".

Ela explica que já procurou a Unidade Básica de Saúde no bairro Gaivota, onde também não tem ortopedista, mas eles a encaminharam ao especialista. "Na UBS me informaram que a rede municipal conta apenas com quatro médicos ortopedistas e tem 20 pessoas na fila de espera. Não tenho condições de pagar um médico particular e nem os exames", desabafa.

Outra moradora que reclamou é a diarista Maíra Rodrigues Santos (36). Ela foi à UPA por estar com fortes dores no rim. Ela foi atendida por um clínico geral, mas ele receitou apenas um remédio para dor muscular e não pediu nenhum exame.

"O médico pode estar sobrecarregado, mas ele deveria pedir ao menos um exame para detectar o problema", salienta. Na sua opinião, a UPA teria que prestar um atendimento médico de forma mais atenciosa à população.

Para o auxiliar administrativo Júlio Ribeiro (44) o atendimento na unidade varia bastante. "Depende do dia, às vezes somos atendidos de forma rápida e, em outros, é muito demorado", frisa. Ele havia ido buscar a sua mãe, de 66 anos, que estava internada há uma semana, devido a um quadro de depressão.

NOVA UPA

O vereador e médico Alder Ferreira Valadão (Cidadania) apresentou na sessão da Câmara, no dia 14, requerimento solicitando ao governador do Estado, João Dória, que informe a possibilidade de implantar uma nova UPA no município. Cópia do requerimento também foi enviada ao prefeito Marco Aurélio Gomes (PSDB).

Valadão, que atende ainda como médico na UPA, diz que a unidade inaugurada em 2014, conta hoje, com nove salas de atendimento por especialidade: sutura, gesso, raio X, medicação, eletrocardiograma, inalação, além de mais sete leitos adulto de repouso feminino e 11 na ala masculina, quatro no isolamento, cinco na pediatria e seis na emergência.

Ele explica que a unidade funciona 24 horas, inclusive aos finais de semana, feriados e pontos facultativos, e pode resolver grande parte das urgências e emergências. Diz que a UPA tem uma equipe de nove médicos por plantão, em períodos diurno e noturno, sendo quatro clínicos, dois pediatras, um emergencista, um traumatologista e um visitador.

Segundo dados da Secretaria de Saúde no requerimento, em 2016, foram 223.960 atendimentos e consultas médicas, o que equivale a 18.663 procedimentos ao mês e cerca de 600 pessoas ao dia.

O vereador lembra ainda que o município, hoje, possui cerca de 120 mil habitantes e há necessidade de implantar mais uma UPA para atender à população. E na alta temporada de verão, o número de atendimentos chega a triplicar.

"A UPA foi uma grande conquista para o município, contudo, percebemos que a procura está maior que a demanda. Queremos saber se há possibilidade de implantar uma nova unidade para que todos os munícipes sejam atendidos com a devida presteza", conclui.

PREFEITURA

A reportagem do jornal procurou a Prefeitura de Itanhaém para se posicionar sobre o assunto, mas até o fechamento desta edição, não recebeu retorno do órgão.