Planos de Saúde dizem que é cedo para calcular impacto financeiro

Conforme estabelece a ANS, as operadoras não poderão repassar os custos aos beneficiários de planos individuais por pelo menos um ano

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18 JAN 201311h37

Desde segunda-feira (7) as operadoras de planos de saúde do País são obrigadas a cobrir mais 70 procedimentos médicos e odontológicos e ampliar o número de consultas de algumas especialidades em cumprimento às novas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), sem repassar os custos adicionais aos planos individuais até 2011.

Na Baixada Santista, operadoras garantem que os atendimentos estão sendo feitos, mas afirmam que ainda é cedo para prever o impacto financeiro com a ampliação do rol de cobertura.

O gerente executivo de Mercado da Unimed Santos, Sérgio Ratti, afirmou que o serviço de assistência médica está estruturado para atender a demanda de pacientes para esses novos procedimentos.

Ratti afirmou que, segundo consultorias, o novo rol poderá gerar um custo adicional de 5% a 7% à operadora, mas assegurou que o impacto financeiro não será repassado aos clientes. No entanto, Ratti não descarta que o aumento dos custos possa incidir sobre novos contratos, na “tabela de custos de vendas”, mas a aplicação da correção ou não dependerá do índice de reajuste anual deste ano que ainda não foi repassado pela ANS.

A Unimed Santos possui atualmente uma carteira de 130 mil famílias, cobrindo as cidades de Santos, São Vicente, Cubatão, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

Têm direito aos novos procedimentos, clientes cujos contratos foram efetuados a partir de 1999. Ratti afirmou que apenas 2% a 3% dos clientes da Unimed Santos não poderão desfrutar dos novos procedimentos por terem contratos anteriores a 1999, mas podem procurar a operadora para regulamentar os contratos, se quiserem ampliar a cobertura.

O assessor da diretoria do Ana Costa Saúde, Jack Burgess, afirmou que já está cobrindo os novos procedimentos e que não houve impacto operacional. Jack explicou que desde a notificação pela ANS há cerca de três meses, o Ana Costa Saúde providenciou a adequação aos novos procedimentos exigidos, inclusive os de maior complexidade. 

Jack disse ainda que o impacto financeiro só deverá ser verificado daqui a seis meses e que o aumento de custos não deverá ser repassado aos usuários do plano de assistência médica, considerando a ampla carteira de beneficiários da operadora.