“Neste primeiro semestre o objetivo foi basicamente à redução de custos”

Administração priorizou pagamento de funcionários, cestas básicas e médicos

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14 FEV 201323h00

Durante o primeiro semestre deste ano à mantenedora do Hospital Santo Amaro (HSA), Associação Santamerense de Beneficência de Guarujá (ASBG) concentrou a gestão administrativa na redução de custos.

Segundo o administrador do HSA, presidente da ASBG Urbano Bahamonde, a primeira meta alcançada nesses seis meses, após o fim da intervenção municipal, foi enxugar o quadro funcional e as despesas com a folha de pagamento em 10%. “Nós tínhamos 1.100 funcionários e uma folha de Rs 1,7 milhões. Dispensamos 70 empregados, porém como a verba não era suficiente para as rescisões acabou faltando dinheiro para honrar outros compromissos”, disse Bahamonde.

De acordo com Bahamonde, o Santo Amaro enfrenta uma situação de “descobrir um santo para cobrir outro”, decorrente de uma dívida de aproximadamente R$ 60 milhões acumulada nos últimos 14 anos sob a intervenção da Prefeitura de Guarujá e desorganização na gestão dos recursos.

O administrador do HSA afirma que mesmo com a subvenção mensal de R$ 150 mil da Prefeitura, mais um aporte mensal de RS 150 mil do Governo Federal e o repasse de RS 178 mil do Município para cobrir serviços públicos de assistência básica como ambulatório, traumatologia, consultas e curativos, o hospital ainda não tem recursos suficientes para cobrir todos os gastos do HSA.

“Priorizamos os pagamentos dos funcionários, cestas básicas e de médicos”. Há atrasos, infelizmente, nos pagamentos de fornecedores e serviços terceirizados”, esclareceu Bahamonde.

“Todos os hospitais que atendem SUS enfrentam dificuldades no fluxo de caixa, mas os hospitais de Santos, por exemplo, têm ajuda da Prefeitura e a receita de seus planos de saúde. Já o Santo Amaro, além de ser o único hospital de Guarujá, não conta mais com o plano de saúde Dom Domenico”. Bahamonde ressaltou que a venda do plano do HSA foi um dos piores desastres cometidos durante a intervenção municipal.

SUS

Por lei, os hospitais devem atender 60% SUS. O Santo Amaro atende 85%, segundo Bahamonde. “O SUS repassa a verba direitinho, o problema é que o teto é baixo e não cobre todos os procedimentos”.

Bahamonde prevê que o hospital ainda enfrentará dificuldades no fluxo de caixa nos próximos três meses. “Acredito que o fluxo esteja mais estabilizado no final do ano e vamos continuar trabalhando no projeto para atrair investidores”.

Segundo Bahamonde, com o fim da intervenção municipal, hospitais e planos de saúde da Grande São Paulo mostraram interesse em firmar parcerias com o Santo Amaro, o que deverá gerar mais recursos.