Mutirão de diagnóstico de câncer de pele acontece neste sábado

Entre 2000 e 2004, foram registrados 3.502 casos na Baixada, com 48 óbitos

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11 MAR 201322h41

Um mutirão para diagnóstico do câncer de pele, acontece neste sábado, no Hospital Guilherme Álvaro (Rua Osvaldo Cruz, 197, Boqueirão – Santos - entrada pelo Canal 4), das 8 às 15 horas. A ação é da Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em Santos, o atendimento conta ainda com o apoio do Centro Universitário Lusíada (Unilus). O mutirão está sendo promovido em oito hospitais estaduais no litoral, no Capital e no interior do Estado.

Segundo a dermatologista Sandra Dinato, “os paciente serão examinados da cabeça aos pés para detecção de lesões na pele. Quem apresentar sintomas terá consulta agendada para tratamento no mesmo dia”. O atendimento é para pessoas de todas as faixas etárias e não precisa ser agendado. No último levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no período de 2000 a 2004, a Baixada Santista registrou 3.502 casos da doença e 48 óbitos.

O maior índice de mortalidade foi registrado em 2001: 13 ocorrências. De acordo com o Inca, o câncer de pele é o mais frequente no País e corresponde a 25% dos casos oncológicos notificados. “As chances de cura do câncer de pele são de 100% quando a doença é descoberta e tratada no início”, afirmou Sandra.

Sandra explicou que existem dois tipos de tumores malignos: o carcinoma basocelular (não melanoma) que não é invasivo, ou seja não atinge órgãos internos, e responde por 70% dos casos e o melanoma, que pode chegar ao estágio de metástase se espalhando para outros órgãos do corpo. O melanoma acomete 5% dos doentes e é a forma mais agressiva da doença podendo levar à óbito, devido ao rápido crescimento do tumor.

O carcinoma se caracteriza pela presença de feridinhas que nunca cicatrizam, principalmente no rosto, de aparência avermelhada e que sangram com frequência. Já o sintoma do melanoma é uma pinta preta (nevo) que cresce rapidamente, podendo causar coceira, vermelhidão, ferida e sangramento. Exposição excessiva ao sol sem cuidados especiais aumentam o risco de câncer. Outras causas da doença podem ser a predisposição genética e histórico de casos na família.

“Principalmente na praia, o uso do protetor ou bloqueador solar deve ser feito a cada duas horas. O uso de chapéus e óculos também são indispensáveis. Embora pessoas de pele branca sejam as mais vulneráveis ao câncer, as negras também não devem descuidar”, enfatizou Sandra.

Idade

O câncer de pele acomete geralmente pessoas com mais de 40 anos de idade. “A doença se caracteriza pelo efeito cumulativo, ou seja, é o resultado de anos de exposição ao sol, desde a infância.” Sandra aconselha que todas as pessoas, independente de idade, devem consultar um dermatologista, uma vez por ano.

2006

O número de casos novos de câncer de pele não melanoma estimados em 2006, no País,  é de 55.480 casos, em homens, e de 61.160, em mulheres. Estes valores correspondem a um risco estimado de 61 casos novos a cada 100 mil homens e 65 para cada 100 mil mulheres.

O câncer de pele não melanoma é o mais incidente em homens em todas as regiões do Brasil, com um risco estimado de 89/100.000 na região Sul, 70/100.000 na região Sudeste, 52/100.000 na região Centro-Oeste, 44/100.000 na região Nordeste e 30/100.000 na região Norte. Nas mulheres é o mais freqüente nas regiões Sul (93/100.000), Centro-Oeste (73/100.000), Nordeste (50/100.000) e Norte (32/100.000); enquanto que, na região Sudeste (69/100.000) o mesmo é o segundo mais freqüente.

Quanto ao melanoma, sua letalidade é elevada, porém sua incidência é baixa (2.710 casos novos em homens e 3.050 casos novos em mulheres). As maiores taxas estimadas em homens e mulheres encontram-se na região Sul. (Fonte: Inca)