Ministro da Saúde apela a atletas que não deixem de vir ao Rio por medo do zika

Ele concedeu entrevista à imprensa internacional nesta sexta-feira (10), em um esforço para tranquilizar atletas e turistas que estão com receio de vir ao país

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10 JUN 2016Por Folhapress19h30
Ministro da Saúde apela a atletas que não deixem de vir ao Rio por medo do zikaMinistro da Saúde apela a atletas que não deixem de vir ao Rio por medo do zikaFoto: Divulgação

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta sexta-feira (10) que espera que atletas que estão em dúvida sobre a participação nos Jogos Olímpicos por medo de infecção pelo vírus zika "reavaliem sua posição".

Ele concedeu entrevista à imprensa internacional nesta sexta-feira (10), em um esforço para tranquilizar atletas e turistas que estão com receio de vir ao país.

"O risco de zika é mínimo nesse período. Temos gráficos que mostram queda drástica das infecções", afirmou o ministro.

Segundo ele, não há "base científica" para adiar a realização dos jogos, como pediram 150 cientistas estrangeiros em carta endereçada à OMS (Organização Mundial de Saúde) no dia 27 de maio.

Três dias depois, o jogador de basquete espanhol Pau Gasol colocou em dúvida sua participação nos Jogos. Antes dele, outros atletas, como a goleira americana Hope Solo e o golfista Marc Leishman, já haviam anunciado que não virão ao Rio.

O ministro da Saúde alegou que os esforços no controle do Aedes aegypti ajudaram a reduzir em 90% o número de notificações de infecção por zika no Rio e reforçou que, historicamente, a incidência de doenças associadas ao mosquito é baixa em agosto, quando serão realizados os Jogos.

"Esperamos que, com essas informações que estamos repassando, os atletas que ainda estão em duvidas reavaliem sua posição", disse.

Barros comparou a situação atual com o período da Copa de 2014, quando havia receio de infecção pela dengue. "Houve apenas três casos entre os mais de 1,4 milhão de turistas que vieram ao país", argumentou.

Nesta sexta, ele citou estimativa de pesquisadores da Universidade de Cambridge que calcula que, para 500 mil turistas esperados na Olimpíada, menos de um será infectado.

O ministro argumentou ainda que o risco de contaminação no período dos Jogos é menor no Brasil do que em outros países que também tem a incidência do Aedes aegypti, como a região do Caribe.

Barros afirmou, porém, que avaliza a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) para que gestantes não viajem para países onde há incidência do vírus.

"Não é só o Brasil, são todos os 60 países", ressaltou.

Entre os jornalistas estrangeiros que participaram da coletiva com o ministro nesta sexta, houve questionamentos também sobre a capacidade de atendimento a eventuais casos, diante do colapso do sistema de saúde do Estado do Rio.

"O governo federal liberou recursos adicionais para a Saúde do Rio e, além disso, disponibilizou 3.500 profissionais para atuação na cidade durante os Jogos."