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Maternidade Municipal de São Vicente zera mortalidade materna

Em 2014 nasceram mais de 2 mil crianças. Desse grande número de partos, 21 crianças vieram a óbito. Número que representa exatamente a metade dos óbitos em 2012

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05 FEV 201512h07

A Maternidade Municipal de São Vicente, que tem sua gestão compartilhada entre Instituto Acqua e Prefeitura, fechou 2014 com ótimos índices. Depois de uma pesquisa que apontou 91,59% dos pacientes satisfeitos com o atendimento oferecido na Unidade de Saúde, a maternidade registrou queda de 50% na mortalidade dos recém-nascidos que passaram pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passou 2014 sem nenhum óbito materno em decorrência de parto realizado no local.

Os bons resultados foram, inclusive, ressaltados pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante visita a São Vicente no dia 23 de janeiro. “O único objetivo que não foi atingido pelo Brasil foi a meta para a redução de mortes maternas e São Vicente conseguiu zerar esse índice em 2014”, afirmou o ministro.

Em 2014 nasceram mais de 2 mil crianças na Maternidade de São Vicente. Desse grande número de partos, 21 crianças vieram a óbito. Número que representa exatamente a metade dos óbitos em 2012, quando foram registrados 42 casos. E mesmo com a grande quantidade de partos realizados, muitos de alto risco, a unidade de saúde não teve nenhum caso de morte materna em decorrência do parto.

A maternidade registrou queda de 50% na mortalidade dos recém-nascidos que passaram pela UTI (Foto: Divulgação)

Números que representam um momento de mudança dentro da Maternidade Municipal. Em 2014, a Secretaria de Saúde e o Instituto Acqua iniciaram uma parceria na gestão da unidade e fizeram mudanças significativas no fluxo de atendimento.

A pesquisa realizada pelo Instituto Acqua em 2014 já apontava que a parceria estava no caminho certo. Principal mudança realizada pelo Instituto e Secretaria de Saúde desde o início do trabalho, a equipe de enfermagem foi a que recebeu melhor média na pesquisa, com 96,15% de avaliações positivas. A alteração mais significativa neste setor foi o aumento de apenas uma enfermeira obstetra para quatro. Os profissionais ainda passaram por capacitação e mudanças no fluxo de atendimento que permitiram, por exemplo, que os procedimentos de enfermagem e a quantidade de partos aumentassem significativamente.

 

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