Maternidade de Peruíbe deverá ser entregue este ano

Muito em breve as mães poderão dar a luz na cidade.

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15 SET 2019Por Nayara Martins09h10
Prefeitura vai assinar um convênio com o Estado para a liberação de R$ 18 milhões para iniciar a licitação e a segunda fase da obra.Foto: NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

Após cinco anos, a Maternidade de Peruíbe deverá ser entregue à população até o final do ano. A previsão é do prefeito do município, Luiz Maurício (PSDB), e da secretaria municipal de Saúde, Mariana Trazzi, após uma vistoria nas obras do prédio da unidade.

Luiz Maurício explica que as obras ainda não foram concluídas porque foram feitas diversas adequações na estrutura física do prédio. Segundo ele, houve uma reconstrução do espaço, mas que está em fase de acabamento final. A previsão é concluir a estrutura física em 30 dias.

Segundo o prefeito, em agosto de 2014, a obra foi interditada pela Vigilância Sanitária do Estado, mas em 2012, a unidade já havia sido interditada por problemas. Quanto ao atraso, ele explicou que, ao assumir o governo em 2017, eles conheciam apenas o projeto inicial da gestão anterior, no qual as reais necessidades do espaço não foram contempladas.

A secretária Mariana Trazzi garante que os munícipes vão contar com uma estrutura de serviços completa. "Haverá uma Rede Cegonha, para atendimento ao parto humanizado, com duas salas de pré-parto, parto e pós-parto. Vamos ter um novo olhar, mais humanizado", afirma.

No total, serão 14 leitos, além da instalação de uma rede de ar comprimido medicinal, instalações para ar-condicionado e adequação das instalações de combate a incêndio, que antes estavam em desconformidade com as normas.

ESTRUTURA

A nova maternidade de Peruíbe contará agora com uma Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) com três leitos no setor neonatal. Haverá uma área de internação e a criação de uma antecâmara em um dos quartos destinado ao isolamento. E também enfermaria, sala de parto normal, centro cirúrgico e pós-operatório. O edifício contará ainda administração, almoxarifado de farmácia, lavanderia e a ala do Serviço de Nutrição e Dietética, além de uma agência transfusional para receber e distribuir bolsas de sangue.

OUTROS SERVIÇOS

A área construída é de 2 mil metros quadrados. Além da Maternidade, na mesma área, serão oferecidos outros serviços, como a Unidade Básica de Saúde do Centro, que não existia, uma Central de Regulação de Vagas e outra de Transporte. Os investimentos são de R$ 1 milhão e 600 mil, com recursos do município.

Nas ruas, a população reclama do fato de, há cinco anos, não nascer ninguém na cidade. Um exemplo é o da corretora de imóveis Andrea Rossato, com três filhos, moradora no bairro Oásis.

"Meu último filho, hoje com um ano e quatro meses, nasceu no Hospital Regional de Itanhaém. Ele veio prematuro com sete meses e meio e tive que pegar um táxi para ir até lá dar à luz", lembrou a moradora. Para ela, a cidade não pode ficar sem a Maternidade, pois a distância é um fator de muita preocupação.

HOSPITAL

O prefeito Luiz Maurício afirmou que a primeira fase do Hospital Municipal está finalizada. A Administração vai assinar um convênio com o governo do Estado, nos próximos dias, para a liberação de recursos no valor de R$ 18 milhões para iniciar a licitação e a segunda fase da obra.

O hospital está localizado no chamado "Quarteirão da Saúde", dividindo a área com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), na avenida Luciano de Bona.

Conforme divulgado na última semana pela Secretaria de Saúde do Estado, a unidade contará com 58 leitos e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outros R$ 4 milhões já tinham sido destinados pelo Governo do Estado na primeira fase.

As obras serão de responsabilidade da Prefeitura de Peruíbe. Segundo o prefeito, a retomada para a segunda fase será no início do próximo ano. A previsão de conclusão da obra é de 18 meses.

COMMULHER

A diretoria do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Commulher) lembra que a Maternidade de Peruíbe estava com problemas desde 2012, mas foi fechada em 2014. "Este conselho está dialogando com os gestores públicos desde 2014. Não nascem mais peruibenses", desabafa a presidente Suzana Gomes.

Conforme Suzana, a reabertura da Maternidade de Peruíbe é uma questão de urgência para o Conselho, pois quem utiliza o SUS não tem condições econômicas de se deslocar para a cidade vizinha. E também existe o fato de não ter um acompanhamento médico adequado, devido à superlotação do Hospital Regional de Itanhaém.

A secretária do Conselho, Adriana Lima, afirma ainda que há casos de gestação de risco não identificados no pré-natal e quando a pessoa chega na maternidade, em Itanhaém, o atendimento é prejudicado por não ter sido feito o devido acompanhamento.

O Conselho Municipal aponta a urgência de uma padronização no atendimento.