Mais de um caso de HIV por dia na Baixada Santista

As nove cidades somam 410 diagnósticos da doença. São Vicente lidera o índice na Região, com 136 casos.

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01 DEZ 2019Por Vanessa Pimentel09h24
Foto: Arquivo/Agência Brasil

As noves cidades da Baixada Santista somam 410 casos de HIV, de janeiro a outubro de 2019. São Vicente foi o município com mais ocorrências da Região, contabilizando até o momento 136. A faixa etária de maior índice é composta por adultos, de 20 a 49 anos.

Em seguida aparece Praia Grande, com 72 casos atualmente. Por lá, as pessoas mais acometidas pela doença têm mais de 30 anos.

Santos, que em 2017 foi a cidade com mais registros na região (116), teve quedas consecutivas em 2018 e em 2019, contabilizando hoje 62 diagnósticos de HIV.

Depois vem Guarujá com 49; Itanhaém, com 48; Bertioga, com 22; Cubatão, com 10; Peruíbe, com sete e Mongaguá, com quatro.

Das nove cidades, a única que registrou aumento em relação ao ano passado foi Peruíbe: de três casos em 2018, foi para sete em 2019.

IDADES

Santos, em números absolutos, teve aumento do número de casos entre as faixas etárias de 15 a 19 anos, passando de 5 casos (2017) para 10 casos (2018), e de 30 a 39 anos, de 34 casos (2017) para 39 casos (2018).

Entre os pacientes acompanhados pelo Centro de Controle de Doenças Infectocontagiosas (CCDI), a predominância é de pacientes do sexo masculino, na proporção de 2,68 homens assistidos para cada uma mulher.

Em relação à categoria de exposição, é crescente entre homens homossexuais, segundo a prefeitura. As faixas etárias preponderantes são de pessoas de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos, mas com crescimento nos últimos anos nas faixas de até 19 anos e de 20 a 29 anos.

Em Guarujá, no momento, a faixa etária de maior incidência para o HIV é a entre 20 e 39 anos. Em Cubatão 20 a 29 anos. Bertioga são os jovens entre 25 e 29 anos os mais infectados.

Já a quantidade de casos de Aids foi informada apenas por Santos, com 48; e Guarujá, com 32 casos, uma redução de 22% em relação ao ano passado.

Vale ressaltar que há diferença entre os dois diagnósticos: quem tem HIV e se trata têm a mesma expectativa de vida das pessoas que não têm o vírus. Apenas as que não se tratam ou sofrem algum tipo de problema na terapia não conseguem reduzir essa replicação e desenvolvem Aids, que a síndrome da imunodeficiência adquirida, um conjunto de sinais e sintomas relacionados à falência do sistema de defesa, caracterizada por uma série de infecções oportunistas e câncer.

DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA AIDS

O mês de dezembro marca uma grande mobilização nacional sobre prevenção ao vírus HIV, AIDS e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis). O dezembro Vermelho nasceu a partir da Lei 13.504 e dá sequência às ações do Dia Mundial contra a Aids, celebrando desde 1988 no mundo todo em 1º de dezembro.

Na região, os municípios promovem ações de prevenção. Em Guarujá, a Prefeitura inicia hoje (1), as atividades. Serão várias ações até o final do mês, nas unidades de saúde e em diversos pontos da Cidade, para incentivar o diagnóstico precoce com relação à doença.

Além disso, Guarujá entra na Campanha "Fique Sabendo" (do Governo do Estado), cuja programação termina no dia 7 (sábado). Para a campanha, Guarujá recebeu cerca de 30 mil preservativos.

A abertura é a partir das 7h30, na Praça Horácio Lafer, durante a Corrida e Caminhada pela Vida, na Enseada. No local haverá teste rápido, orientações, entre outras ações.

Segundo a coordenadora do Programa de Infeções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Márcia Helena Rodrigues, quem se contamina com HIV pode levar até 10 anos para desenvolver a Aids. "Por isso, a importância da testagem", frisou.