Hospital Irmã Dulce segue atendendo população da Baixada

Prazo para fechar 50 leitos terminaria ontem, mas palavra de Geraldo Alckmin deu mais alguns dias ao Estado

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13 JAN 201321h33

O acerto dos repasses atrasados com o Hospital Municipal Irmã Dulce, de Praia Grande, e a promessa do governador Geraldo Alckmin feita na última quinta-feira (11), no encontro da Agenda Metropolitana da Baixada Santista, deram mais alguns dias ao Governo do Estado.

Os atrasos nos pagamentos para manutenção de 50 leitos SUS para atendimento de pacientes oriundos de outras cidades da Baixada Santista e até do interior do Estado, fizeram com que a Secretaria Municipal de Saúde ameaçasse fechar os leitos, no último dia 1º de agosto. Porém, o Município havia dado mais 15 dias ao Estado para reformular o convênio dos termos aditivos e possivelmente aumentar o repasse mensal de R$ 900 mil para R$ 1,2 milhão.

O prazo venceu ontem, mas de acordo com o secretário executivo da Secretaria de Saúde de Praia Grande (Sesap), Cleber Suckow Nogueira, a Secretaria de Estado da Saúde deverá se pronunciar ainda nesta semana.

Nogueira afirmou ao DL ontem que o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, informou durante o encontro com os secretários de saúde na última quinta-feira, que faltava analisar detalhes técnicos para fechar a negociação com o município de Praia Grande, ratificando o interesse do Estado em ampliar a regionalização do atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na Baixada.

Entretanto, nada foi mencionado a respeito de valores para o Hospital Irmã Dulce no dia em que Alckmin anunciou R$ 5,3 bilhões em investimentos para a Baixada, sendo R$ 25 milhões para a reforma do Hospital dos Estivadores de Santos. 

“O Governo do Estado depositou R$ 1,8 milhão na conta da Prefeitura referentes aos meses de maio e junho que serão repassados imediatamente ao hospital, mas para nós é ponto pacífico que não reabriríamos os leitos enquanto não tivéssemos uma situação jurídica que garantisse o bom andamento e o planejamento da administração do Hospital Irmã Dulce”, declarou o secretário de Saúde de Praia Grande, Adriano Bechara, em entrevista coletiva concedida no último dia 29 de julho, no próprio hospital.

Bechara disse ainda na ocasião que o secretário–adjunto do Estado, Edmur Mesquita, garantiu ao prefeito Roberto Francisco que a situação estaria regularizada até 15 de agosto. “A situação é convênio assinado com a Prefeitura e o Governo do Estado, com garantia dos repasses em data fixa, incluindo o do mês de julho”.

Segundo o superintendente do Hospital Irmã Dulce, Inácio Peres Lopes Júnior, o déficit é de aproximadamente R$ 2,7 milhões, sendo que a defasagem está sendo coberta em parte por R$ 1,5 milhão através de um crédito em conta consignada, autorizada pela Fundação do ABC, administradora do hospital.

O montante restante é devido a empresas e equipes médicas, que também estão com os vencimentos atrasados. O Hospital Irmã Dulce interna, em média, 900 pacientes por mês, atendendo alta complexidade (cirurgias) e UTIs.

Repasse para R$ 1,2 milhão

O superintendente do Hospital Irmã Dulce disse ainda que apesar do aporte de aproximadamente R$ 900 mil mensais contratualizados com o Governo do Estado, as despesas mensais ultrapassam esse valor em R$ 300 mil por mês. Então uma das propostas negociadas com o Estado, segundo ele, é aumentar o valor do repasse para R$ 1,2 milhão mensal.