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Hepatite C: testagem gratuita segue até sexta no PS Central

O Pronto-socorro Central do Complexo de Saúde Irmã Dulce de Praia Grande já realizou 140 testes

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27 NOV 201211h43

 

Durante esta semana, de 26 a 30 de novembro, o Pronto-socorro Central do Complexo de Saúde Irmã Dulce de Praia Grande sedia campanha para testagem de hepatite C, das 9h às 17h. 

Ontem (26), foram realizados 140 testes, com três positivos. “Creio que, por ser o primeiro dia, tivemos um número bom”, avaliou a enfermeira Fabiana Dourado, do setor de Educação Continuada do complexo. Hoje (27) a movimentação já era maior na primeira hora de atendimento, que está sendo feito em duas salas junto à recepção.  
 
A coordenação do evento é da Unimes (Universidade Metropolitana de Santos), com apoio do Laboratório Roche e em parceria com a Fundação do ABC (FUABC), que gerencia o complexo, como informa a gerente de Ensino e Pesquisa em Enfermagem do Irmã Dulce, Sônia Angélica Gonçalves.
 
A expectativa é de 1.500 testes até sexta-feira (30). A testagem é simples e rápida: “Basta um furinho no dedo”, explica. O resultado sai em 15 minutos. Caso seja positivo, a pessoa é encaminhada para a Casa da Hepatite, em Santos, que oferece assistência médica e multidisciplinar aos portadores de hepatite virais e doenças hepáticas. A casa é um projeto da Faculdade de Medicina da Unimes e funciona na Rua Goiás, 27, Boqueirão, telefone 3324.9543.
 
Embora gratuito e aberto ao público, o evento é especialmente dirigido a pessoas que façam parte de grupos de risco para a doença, como profissionais de saúde, por exemplo. 
 
Sem sintomatologia na fase aguda, a doença evolui silenciosamente e a maioria dos portadores só a percebe anos após a infecção, quando apresenta um caso grave de hepatite crônica com risco de cirrose e câncer no fígado. “A testagem tem por objetivo fazer o diagnóstico precoce”, frisa Sônia.

A expectativa é de 1.500 testes até sexta-feira (30). A testagem é simples e rápida (Foto: Divulgação HMID/Nádia Almeida)
 
Dados
 
A hepatite C é causada por um vírus (VHC) transmitido principalmente pelo sangue contaminado, mas a infecção também pode passar através das vias sexual e vertical (de mãe para filho). 
 
No Brasil, há cerca de 3 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C. No mundo, estima-se aproximadamente 170 milhões de portadores do vírus, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Grave e silenciosa, a doença atinge uma em cada 33 pessoas no mundo, segundo o divulgado pelo laboratório.
 
Não há vacina contra a doença. As recomendações são não compartilhar agulhas e seringas, lâminas de barbear e alicates de unha; e verificar se agulhas ou qualquer outro objeto que entre em contato com sangue é descartável ou está devidamente esterilizado, entre outras medidas preventivas. 
 
Profissionais da saúde devem utilizar os EPIs (equipamentos de proteção individual) indicados para cada situação e fazer o descarte correto de materiais perfuro-cortantes.

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