Febre amarela já matou dez pessoas e 501 macacos em São Paulo

O número representa uma média de 29 animais mortos por mês pela doença. Os 17 meses analisados integram o período em que houve a maior ­incidência de casos no Estado

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14 DEZ 2017Por Folhapress13h01
O número representa uma média de 29 animais mortos por mês pela doença no estado de São PauloO número representa uma média de 29 animais mortos por mês pela doença no estado de São PauloFoto: Agência Brasil

O Estado de São Paulo acumula dez mortes de humanos e outros 501 óbitos de macacos por febre amarela de julho de 2016 a novembro deste ano, segundo levantamento da secretaria de saúde da gestão Alckmin (PSDB).

O número representa uma média de 29 animais mortos por mês pela doença. Os 17 meses analisados integram o período em que houve a maior ­incidência de casos no Estado.

Dos 501 macacos que morreram por febre amarela, 74% deles foram localizados em regiões de mata da cidade de Campinas (a 96 km da capital paulista).

A pasta da saúde diz que localizou ao todo 2.147 primatas mortos -todos foram ­submetidos a exames laboratoriais que detectaram a causa dos óbitos.

A transmissão da febre amarela para os macacos é feita pelo mosquito haemagogus, comum na mata. Os primatas, apesar de hospedeiros do vírus, não o transmitem à população -quem o faz são os mosquitos Aedes Aegypti, após picarem alguém já infectado.

Humanos

Outras 23 pessoas contraíram febre amarela no período. Destas, dez não resistiram às complicações da doença e morreram no Estado. As cidades paulistas onde a infecção evoluiu para morte são: Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista e Itatiba.
O Brasil não registrava casos de febre amarela silvestre desde 1942, de acordo com o Ministério da Saúde. A pasta da saúde paulista diz que tem intensificado os monitoramentos no território do Estado, especialmente, nos corredores ecológicos, onde é intensa a circulação de animais.
Também como medida preventiva, o governo decidiu fechar parques públicos onde os primatas foram achados mortos. Desde 20 de outubro, foi confirmada a morte de quatro macacos pela doença na capital paulista: dois no Parque Anhanguera, um no Horto Florestal e outro no Parque Ecológico do Tietê.
Por precaução, 16 parques foram fechados para visitação. Na última semana, a Prefeitura de Mairiporã confirmou a morte de 22 macacos com a doença.
No momento, os parques estaduais do Horto e da Cantareira (ambos na zona norte da capital paulista), do Alto Tietê (zona leste) e o de Osasco (Grande SP) não estão abertos à visitação.
Na capital paulista, a meta é vacinar cerca de 2,4 milhões de pessoas que residem na zona norte. A imunização também foi intensificada nas regiões de Jundiaí, Alto Tietê e Osasco.