Faltam vagas no Hospital Regional de Itanhaém

Assunto foi discutido em debate na manhã da última sexta-feira (13).

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14 SET 2019Por Nayara Martins06h59
A falta de vagas no Hospital Regional de Itanhaém foi um dos temas debatidos na Câmara, na manhã de ontem.Foto: NAYARA MARTINS/DIÁRIO DO LITORAL

Discutir a falta de vagas no Hospital Regional Jorge Rossmann de Itanhaém e entender como funciona a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) na região do Litoral Sul. Este foi o objetivo do debate que aconteceu na manhã de ontem na Câmara de Itanhaém.

O presidente da Câmara, Hugo di Lallo (Cidadania), explicou: "Nosso intuito é reunir todos os representantes para que possamos trabalhar em conjunto para melhorar a eficiência do serviço prestado na Cidade". Segundo ele, o Hospital foi ampliado, mas ainda não atende a população de forma plena. Um exemplo, segundo ele, é que o Pronto Socorro Referenciado ainda não está em funcionamento. Outro caso é que a população, muitas vezes, fica vários dias na UPA esperando por uma vaga no Hospital.

Paula Covas, diretora do Departamento Regional de Saúde da Baixada Santista (DRS IV), esclareceu que já está funcionando o novo sistema de regulação da microrregião do Litoral Sul, que envolve os municípios de Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

Os pacientes podem ser atendidos no Hospital Regional de Itanhaém, ou se for de alta complexidade, no Hospital Regional de Registro e no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande. Segundo ela, para pacientes que não forem atendidos na região, o CROSS São Paulo é que definirá onde será o atendimento.

Paula afirma que é uma estratégia para agilizar o atendimento aos munícipes. Ela explica que as unidades das UPAS de Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe pedem a solicitação da vaga de forma direta ao Hospital Regional de Itanhaém, que já estruturou um núcleo interno de regulação.

Conforme Paula, uma das razões para a sobrecarga no Hospital Regional é que a região teve duas maternidades fechadas - de Mongaguá e de Peruíbe, além do Hospital de Peruíbe, que também foi fechado em 2014. "O Hospital Regional de Itanhaém teve que atender esta demanda, e hoje, 50% do atendimento é destinado à Maternidade. Com a abertura da Maternidade em Peruíbe (prevista para o final de 2019), poderemos remodelar os leitos de clínica médica no Regional".

O secretário municipal de Saúde, Fábio Crivellari, reconhece que há uma dificuldade na assistência integral aos pacientes na busca de diversas especialidades. "A gente vem buscando isso em parceria com o Estado e a União". Quanto ao novo sistema da microrregulação de vagas implantado no Hospital, ele diz que houve um avanço na área. Porém, defende que o Hospital Regional possa ser referência e atender casos de alta complexidade, como exemplo, casos de fraturas de fêmur.

Segundo o secretário, a UPA encerrou o primeiro semestre com 1.154 transferências, sendo 779 encaminhados ao Hospital Regional de Itanhaém, e 294 casos solucionados na própria unidade.

HOSPITAL REGIONAL

O Hospital Regional de Itanhaém conta hoje com 194 leitos, incluindo 20 de UTI Geral e 14 de UTI neonatal. A afirmação é da médica Iloma Girrulate, coordenadora do Núcleo de Regulação da microrregião do Litoral Sul. Porém, ela explica que o problema é que 50% da capacidade do Hospital é ocupada pela Maternidade, que atende gestantes de cinco municípios - Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe e ainda Itariri e Pedro de Toledo.

Ela esclarece que a capacidade total com 240 leitos no Hospital, anunciado na entrega da ampliação do prédio em 2017, seria com a estrutura do prédio antigo e que ainda está em reforma.

Quanto ao novo sistema de microregulação de vagas, Iloma explica que é uma experiência nova e conta com uma equipe que faz o contato direto com as UPAS dos três municípios.

O objetivo, segundo ela, é atender os casos mais graves e agilizar os atendimentos no Hospital Regional ou encaminhar a outros hospitais.

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