Estudo definirá áreas prioritárias para vacina contra a dengue

De acordo com o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde a pesquisa estará pronta até junho e vai balizar um plano de introdução da vacina no Brasil

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24 MAR 201515h45

O Ministério da Saúde vai realizar, durante o primeiro semestre de 2015, um estudo de soroprevalência que vai ajudar a definir grupos populacionais e áreas prioritárias para o recebimento das primeiras doses de uma vacina contra a dengue. De acordo com o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, a pesquisa estará pronta até junho e vai balizar um plano de introdução da vacina de dengue no Brasil, que deve ficar pronto até o fim do ano.

A declaração foi feita durante a Reunião Macrorregional Sudeste, Sul e Centro Oeste, promovida pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira, 24, no Rio de Janeiro, para acompanhar a situação da dengue e da febre chikungunya (também transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti) em Estados e municípios.

"Esse estudo vai apontar para a gente, entre outras coisas, qual é a população ideal para ser vacinada, quais as áreas mais importantes e prioritárias", explicou Coelho. "Não podemos esquecer que nós temos um cenário, pelo menos a curto prazo, de quando essa vacina tiver disponível, de pouca disponibilidade de vacina." O especialista destacou que 1,2 bilhão de pessoas vivem em áreas endêmicas de dengue no mundo.

Vacina contra dengue deverá ser lançada até o fim deste ano (Foto: Divulgação)

A vacina em fase mais adiantada de testes vem sendo produzida pelo grupo francês Sanofi Pasteur. Segundo a empresa, o produto será lançado no fim deste ano ou no início de 2016. A vacina está pronta, mas ainda precisa ser liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Também se encontra em fase de testes uma vacina desenvolvida pelo Instituto Butantã. Pelo cronograma inicial, ela só deve estar disponível em 2018. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou na semana passada que encaminharia um pedido de autorização especial à Anvisa para adiantar a produção do imunizante, o que foi descartado nesta segunda-feira, 23, por Coelho.