Em Santos, busca ativa de hanseníase tem início na segunda (14)

Campanha busca identificar os casos precocemente e será voltada à crianças e jovens até 15 anos.

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13 JAN 201313h10

A Secretaria de Saúde realiza, de segunda-feira (14) ao dia 18,  campanha de busca ativa de hanseníase, nas unidades básicas e de saúde da família, exceto na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Porto. A ação tem como objetivo identificar os casos precocemente e será voltada a crianças e jovens até 15 anos.

Pacientes que já têm consultas agendadas com pediatras e clínicos gerais das unidades deverão comparecer acompanhados dos responsáveis para exame. Os casos suspeitos serão encaminhados para um dermatologista na UBS do Centro de Saúde Martins Fontes, ou no Ambesp (Ambulatório de Especialidades) da zona noroeste.

Hanseníase

Existem referências à hanseníase em livros muito antigos, escritos na Índia e na China, séculos antes de Cristo. Provavelmente foi o exército de Alexandre, o Grande, que disseminou a doença pelo continente europeu, quando regressou das campanhas da Ásia.

Os casos suspeitos serão encaminhados para um dermatologista na UBS do Centro de Saúde Martins Fontes, ou no Ambesp (Ambulatório de Especialidades) da zona noroeste. (Foto: Divulgação)

Na Bíblia, são descritos casos dessa doença infectocontagiosa que atacava principalmente a pele, os olhos e os nervos. As deformidades que provocava eram motivo para seus portadores serem excluídos do convívio social. Considerada castigo dos deuses, os doentes eram recolhidos em leprosários, onde ficavam até morrer. Ou, sem socorro nem tratamento, perambulavam pelas ruas com o rosto e o corpo cobertos por andrajos, pedindo esmolas com uma latinha amarrada na ponta de uma vara para esconder as mãos deformadas pela doença.

Ao longo dos tempos, a hanseníase foi uma moléstia estigmatizante. Na história da humanidade, poucas doenças foram cobertas por manto de ignorância tão espesso. O preconceito era tanto que o nome lepra (lepros em grego não quer dizer nada além do que manchas na pele), utilizado no passado, assustava as pessoas e as mantinha à distância dos pacientes.

Mais tarde, quando Hansen descobriu o bacilo que causava a doença, ela passou a ser conhecida como hanseníase, uma doença como tantas outras provocadas por bactérias e que, graças ao avanço da ciência, hoje tem cura.