Com queda na ocupação de UTI para Covid, SP libera eventos a partir do dia 17

O estado registrou pela primeira vez neste ano menos de 50% de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados a pacientes com Covid-19

Com a queda na ocupação das UTIs e a melhora nos indicadores da Covid-19 em São Paulo, o governo do estado anunciou a volta dos eventos sem limite de público ou ocupação a partir do dia 17 de agosto.

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O estado registrou pela primeira vez neste ano menos de 50% de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados a pacientes com Covid-19. Nesta segunda-feira (2), a taxa de ocupação atingiu 49,2%, de acordo com a Secretaria da Saúde.

As novas internações por Covid também vêm caindo nas últimas semanas, o que, segundo o governo, é um reflexo do avanço da vacinação. Na semana passada, o estado registrou a menor média móvel de novas internações pela doença desde novembro de 2020. A média móvel mais baixa havia ocorrido em 7 de novembro de 2020, quando foi de 840. Nesta terça, foram 879 novas internações.

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Com isso, feiras corporativas, convenções e congressos vão voltar e sem limite de público no próximo dias 17. Eventos sociais como casamentos, jantares, festas de debutante e formaturas também podem ser realizados nesses moldes.

Eventos que gerem aglomeração como bailes em casas noturnas, shows de médio e grande porte e competições esportivas com público, por exemplo, continuam proibidos.

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Mas os organizadores devem ficar atentos: se durante qualquer atividade ou se ao preencher a capacidade máxima do espaço aglomerações ocorrerem, o evento pode ser multado.

Além disso, o uso de máscaras e de álcool em gel e o distanciamento de um metro ainda são obrigatórios. É o que afirma Eduardo Aranibar, subsecretário de Competitividade da Indústria, Comércio e Serviços da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado de São Paulo.

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“A gente permite o 100%, mas, se não for possível não gerar aglomeração, automaticamente ele não vai poder usar 100%”, diz ele.

A data de 17 de agosto coincide com as demais flexibilizações anunciadas pelo governador João Doria na última semana, quando serão retirados os limites de ocupação e horário dos estabelecimentos comerciais e de serviços.

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A fiscalização dos eventos será feita em várias frentes, pela vigilância sanitária estadual e por meio de parcerias com o Procon, a Polícia Civil e a Polícia Militar. A maior parte do trabalho, no entanto, fica nas mãos da vigilância sanitária municipal das cidades paulistas, diz Aranibar.

“A verdadeira força, onde temos o maior número de pessoas para fiscalizar, é na vigilância sanitária municipal, que são as prefeituras que lideram”, diz o subsecretário.

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O governo conta também com a responsabilidade individual dos organizadores dos eventos, que podem levar multas caso transgridam alguma das regras impostas.

“A gente conta muito com a estrutura do próprio setor, de responsabilização das pessoas caso algo dê errado, para garantir que as pessoas estejam seguindo as regras corretas. Caso algo dê errado, a pessoa sabe que pode ser responsabilizada”, afirma.

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Até o próximo dia 16, quando o governo estadual pretende ter vacinado todos os adultos com ao menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19, os estabelecimentos comerciais estão autorizados a funcionar até 0h com 80% da capacidade.

A autorização da retomada dos eventos em São Paulo veio após um evento-teste chamado Expo Retomada, que reuniu cerca de 1.400 pessoas nos dias 21 e 22 de julho em Santos, no litoral paulista. O objetivo era verificar a viabilidade da realização de feiras corporativas implementando protocolos sanitários.

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Foi feita a testagem rápida e aferição de temperatura dos participantes na entrada no evento e o uso de máscara foi obrigatório, assim como o distanciamento social. Após o evento, os participantes foram monitorados por duas semanas.

Em transmissão online realizada com representantes do setor de eventos para discutir os resultados da Expo Retomada, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, comentou sobre a flexibilização no estado.

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“No dia 17 de agosto a gente muda completamente a lógica de gestão da pandemia, mantendo os protocolos de máscara e distanciamento, mas podendo permitir a retomada de todas as atividades e retirando a restrição de horário”, disse Ellen durante o evento online.

Carlos Correa, superintendente da Apas (Associação Paulista de Supermercado), afirma que, embora a pandemia não tenha paralisado o setor de supermercados, o segmento foi afetado pela paralisação no setor de eventos, pois feiras como a Apas Show, organizado pela associação, permitem que fornecedores apresentam a lojistas novos produtos, além de tratar sobre melhorias no setor.

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A Apas Show é a maior feira de alimentos e bebidas do Brasil, com cerca de 800 expositores e circulação de 25 mil pessoas por dia.

“É uma perda do próprio setor da indústria e por consequência do próprio supermercado, que estaria vendendo mais”, diz Correa.

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Neste ano, a feira será realizada em outubro e seguirá protocolos mais rígidos. De acordo com as novas diretrizes, em qualquer outro evento com consumo de alimentos e bebidas os convidados só poderão comer e beber se estiverem sentados em mesas. Para circular, será obrigatório o uso de máscara.

“Se conseguirmos fazer o retorno de maneira segura, com o avanço da vacinação, nós entendemos que é muito bem-vindo, porque esse setor [de eventos] foi muito castigado. Há muitos fornecedores médios e pequenos que anseiam por retornar ao trabalho”, afirma Correia.

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No caso das casas de shows, os espaços só poderão funcionar caso abram como restaurantes ou de outras formas autorizadas pelo Plano São Paulo. O subsecretário afirma que esses espaços podem até promover shows, desde que consigam controlar o público.

“Se o público estiver sentado, houver distanciamento e não gerar aglomeração no espaço, estaria permitido. Você pode ter música ao vivo, um show, se tiver todos os protocolos implementados. O que não pode acontecer de alguma forma é gerar aglomeração.”

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Já no caso das festas realizadas em buffet, há diretrizes específicas. Os organizadores precisam garantir, por exemplo, que não existam pistas de dança nos locais, pois o governo entende que isso gera aglomeração. É necessário também manter o distanciamento de um metro entre as mesas.

A testagem dos participantes só será exigida nos eventos-modelo, em que instituições privadas, em parceria com o governo estadual, vão fazer análises científicas para entender o funcionamento dos protocolos de segurança. Nesses casos, todos os participantes serão testados antes do evento e uma porcentagem após a realização, segundo o subsecretário.

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COMO SERÁ A VOLTA DOS EVENTOS EM SP

Até 16 de agosto
– Comércios e serviços: podem atender até 0h com ocupação máxima de 80%
– Parques urbanos: abertos em horário integral
– Shoppings, galerias, lojas, bares e restaurantes: o acesso de clientes é permitido até 23h e a permanência, até 0h
– É obrigatório o uso de máscara e o distanciamento de um metro
– Não são permitidos eventos que gerem aglomerações, como shows de médio e grande porte, eventos esportivos com torcida e casas noturnas

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A partir de 17 de agosto
– Comércios e serviços: sem restrição de horário
– Eventos corporativos como feiras, convenções e congressos: deve haver filas e espaços com demarcações, distanciamento social e controle de acesso
– Eventos sociais como casamentos, formaturas e jantares: são proibidas pistas de dança e deve haver distanciamento de um metro entre as mesas
– Continua obrigatório o uso de máscara e o distanciamento de um metro
– Eventos que gerem aglomerações seguem proibidos
– Em todos os casos não há limite de público, mas os eventos não podem gerar aglomeração
– O consumo de alimentos e bebidas só pode ser feito com os convidados sentados à mesa