Com casos de Covid-19 fora do controle, Governo prorroga Fase Emergencial em SP; confira

Decisão é tomada poucas dias após o Estado de São Paulo ter registrado mais de mil mortes pela Covid-19 em um único dia

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26 MAR 2021Por Da Reportagem12h51
Governo lamentou que imposição da 'Fase Emergencial' não tenha contido números como ele esperavaGoverno lamentou que imposição da 'Fase Emergencial' não tenha contido números como ele esperavaFoto: Nair Bueno/DL

O vice-governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, anunciou nesta sexta-feira (26) que a equipe de João Doria decidiu prorrogar a ‘Fase Emergencial’ do Plano SP por pelo menos mais 16 dias. A decisão ocorre na mesma semana em que os novos casos de Covid-19 elevaram a ocupação dos leitos de UTI em todo o Estado de São Paulo e chegaram à preocupante marca de 91,6%, enquanto o setor de Enfermaria atinge 82,7% de ocupação. As medidas seguem até o dia 11 de abril.

A ‘Fase Emergencial’ foi anunciada pela primeira vez no dia 11 de março e se iniciou em caráter oficial no dia 15 deste mês. A prorrogação das restrições mais rígidas já vistas em todo o Estado de São Paulo acontece três dias depois dos 645 municípios terem registrado 1.021 mortes no mesmo dia, número mais alto até em mais de 12 meses de pandemia de Covid-19.

"O governo tomou a decisão de prorrogar até 11 de abril, o que representa mais 16 dias de Fase Emergencial. Nós esperamos e acreditamos que ao longo desse período começaremos a observar uma redução progressiva dos números de casos graves consequentes tanto dessas medidas como também vamos acumulando isso com o evento protetor de toda a vacina que vem sendo feita no Estado de São Paulo, especialmente naquelas faixas mais idosas", afirma Paulo Menezes, Coordenador do Centro de Contingência do Covid-19.

Em resumo, a ‘Fase Emergencial’ decreta que todos os moradores do Estado de São Paulo não podem abrir escritórios, ir à praia e participar de cultos, além de terem o dever de deixar de circular fora de casa após 20h, a menos em casos de emergência. No caso da educação, Doria deixou a decisão de manter as aulas presenciais a cargo de cada instituição, mas já havia adiantado que a rede estadual de ensino suspenderia todas as aulas nas salas de aula de suas escolas.

"Eu queria concluir também reforçando que esse período de quarentena não é ferias. Nós ainda estamos em um momento dramático com número de perda de vidas cada dia maior. Vamos continuar infelizmente a assistir esse cenário, de forma que é preciso que as pessoas fiquem em casa e não se aglomerem, para proteger todos seus familiares e toda a sociedade. Esta é a mensagem", conclui Paulo Menezes.

Ao contrário do que se esperava, a coletiva realizada nesta sexta-feira (26) não adicionou nenhuma nova restrição a aquelas já previstas e que vêm sendo executadas há mais de duas semanas.