Com a chegada do inverno, asma afeta principalmente crianças e idosos

No Brasil, a asma é quarta maior causa de internações entre a população geral e a terceira entre crianças e jovens adultos

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16 JUN 2016Por Da Reportagem21h00
Com a chegada do inverno, asma afeta principalmente crianças e idososCom a chegada do inverno, asma afeta principalmente crianças e idososFoto: Divulgação

Com a chegada de dias frios e secos, o acúmulo de poeira e poluição aumenta, provocando maior número de casos de asma, principalmente em crianças e idosos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 300 milhões de pessoas no mundo sofram com a doença. No Brasil, a asma é quarta maior causa de internações entre a população geral e a terceira entre crianças e jovens adultos, segundo aponta a entidade.

Apesar de ser mais comum em crianças, a alergista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, Laila Sabino Garro, esclarece que a asma se desenvolve em pessoas de qualquer idade. “Além da predisposição genética, a asma pode ser decorrente de exposição ambiental, como alérgenos e substâncias irritantes das vias aéreas. A patologia pode ter muitos fatores desencadeantes, como ácaros, mofo, pelos e pele de animais, mudança climática, ar frio, fumaça, exercício físico intenso, forte emoção e estresse, entre outros”, analisa.

A asma é causada pela inflamação crônica nas vias aéreas inferiores. A inflamação provoca o estreitamento dos brônquios, o que gera a dificuldade na passagem de ar. Normalmente, quem tem asma apresenta sintomas como falta de ar, aperto no peito, tosse e/ou chiado.

A alergista destaca ainda que o objetivo do tratamento da doença é estabelecer o controle da inflamação das vias aéreas inferiores, fazendo com que o paciente deixe de ter crises e melhore sua capacidade respiratória. “Após o diagnóstico adequado, o tratamento com medicamentos precisa ser iniciado e em alguns casos, a Imunoterapia, tratamento com vacinas, também pode ser oferecido ao paciente. Além disso, todos os fatores que levam o paciente a ter as crises devem ser evitados”, complementa.