CAPS II oferece internação para pacientes com transtornos mentais

Desenvolvendo um trabalho que vai além das consultas com especialistas, a equipe oferece diferentes atividades na chamada 'Internação Dia'.

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31 JAN 201317h31

O Centro de Atenção Psicossocial de Itanhaém (CAPS II) atua para transformar a vida de pessoas que sofrem de transtornos mentais graves de forma que seus 3.200 pacientes tenham uma vida normal e seus direitos respeitados como o de qualquer outro cidadão. Desenvolvendo um trabalho que vai além das consultas com os especialistas, a equipe oferece diferentes oficinas nas chamadas Internação Dia.

Todos os dias há atividades para os pacientes que ficam internados no período das 8h30 às 15 horas. Além disso, ainda recebem café da manhã e almoço. Cada paciente possui um projeto terapêutico diferenciado e tem total liberdade para escolher quais oficinas deseja participar e sob orientação de seu médico referência, decidem por qual especialista devem se consultar.

A terapeuta ocupacional da unidade, Vanessa Maria Dinat e Lorenzeti, explica que o CAPS é o ambiente onde a pessoa com transtorno mental pode se expressar e ser bem acolhida. “Aqui o paciente pode fazer suas escolhas e tem autonomia. Procuramos dar voz a ele de uma maneira que, às vezes, ele não tem em casa ou na própria sociedade”.

O espaço funciona como um lar para essas pessoas. Em algumas oficinas, como é o caso da Oficina de Convivência, ministrada por Vanessa Dinat, esses munícipes são inseridos em um trabalho de socialização e aprendem as tarefas simples do dia a dia e ações rotineiras como procedimentos de higiene pessoal e organização de seus afazeres domésticos. Tudo é ensinado de forma lúdica e através de filmes.

De maneira lúdica, os pacientes aprendem a organizar as tarefas do dia a dia (Foto: Divulgação)

As atividades oferecidas procuram desenvolver todas as habilidades dos pacientes. Algumas delas são o alongamento e relaxamento do corpo, artes plásticas, roda de conversa e expressão, caminhada, artesanato e cultura, dança circular, entre outras. A família, por desenvolver um papel importante na recuperação dessas pessoas, também recebe suporte da equipe no Grupo de Apoio à Família. “O tratamento dessas pessoas depende de três bases, o próprio paciente, a família e o CAPS. Precisamos garantir que todos estejam funcionando bem para que o quadro de saúde deles evolua cada vez mais”, explica Vanessa.

Há também atividades que vão além do espaço do CAPS, como os passeios que são realizados na Biblioteca Paulo Bomfim, Gabinete de Leitura, praia, cinema, entre outros. Nesses locais, os pacientes são orientados sobre seu funcionamento e o que podem encontrar e desfrutar dentro de cada um. Todos os passeios são acompanhados por enfermeiros e pela terapeuta ocupacional.

Para receber o atendimento do Centro, é necessário ter o laudo de um médico da rede pública de saúde ou particular diagnosticando o transtorno mental. Chegando à unidade, a pessoa passará por uma triagem e posteriormente será orientado sobre os profissionais que deve consultar e as oficinas que deseja participar. O CAPS conta hoje com 16 profissionais entre médicos psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, terapeuta ocupacional, auxiliar de enfermagem e assistente social. No local também há uma farmácia para os pacientes retirarem os medicamentos necessários gratuitamente.