Câncer de pele na infância: exposição solar demais é fator de risco

O alerta é da Clínica de Dermatologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP.

Comentar
Compartilhar
16 DEZ 201215h34

O alerta é da Clínica de Dermatologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP. Segundo o médico Paulo Ricardo Criado, crianças expostas à luz solar de forma intensa e inadequada correm risco de desenvolverem câncer de pele na adolescência ou fase adulta.

Os pais e familiares devem redobrar a atenção, explica o médico. “As crianças despendem grande parte do tempo diário em ambientes externos e, invariavelmente, expostas ao sol. Os efeitos da Radiação Ultravioleta (UV) excessiva, ao longo dos anos, poderá comprometer de maneira negativa o futuro dessas crianças”.

Existe uma clara relação entre a exposição solar acumulativa e o desenvolvimento de carcinomas cutâneos. E, ainda, uma acentuada relação entre queimaduras solares e o melanoma, câncer de pele mais agressivo, enfatiza Criado.

A proteção solar deve fazer parte do cotidiano da criança. O uso de filtros solares, chapéus de abas largas e roupas adequadas não devem se restringir apenas a praia ou piscina. “São medidas seguras para a prevenção da doença”. Uma regra que pode auxiliar os pais a identificarem quando a criança deve evitar o sol é a “regra sombra”. O sol é mais danoso quanto menor é a sombra da criança em relação à sua altura. O risco é menor quanto maior o tamanho da sombra, concluiu o dermatologista do HC.

O sol é mais danoso quanto menor é a sombra da criança em relação à sua altura (Foto: Matheus Tagé/DL)