Brasil realiza 140 estudos clínicos para combate ao câncer de próstata nos últimos cinco anos

Levantamento do ViS Research aponta o País como o 16º do mundo em pesquisas para desenvolver medicamentos contra a doença, atrás de economias mais frágeis como Polônia, Hungria e República Tcheca

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21 NOV 201315h46

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, em 2012 foram diagnosticados 60 mil novos casos de câncer de próstata no País, o segundo tipo de tumor que mais afeta os homens. Apesar dessa alta incidência, o Brasil realizou somente 140 estudos para o desenvolvimento de novos medicamentos contra a doença nos últimos cinco anos. Com isso, o Brasil é apenas o 16º no ranking mundial, atrás de países como Polônia, Hungria e República Tcheca.

Os Estados Unidos lideram a lista com 7.713 estudos, seguido por Canadá (816) e Alemanha (768). O levantamento inédito foi desenvolvido pelo ViS Research, plataforma brasileira que reúne informações sobre mais de 400 mil centros de pesquisa clínica em todo o mundo.

Desde 2008, apenas 69 centros brasileiros se dedicaram a testes de medicamentos para combater o câncer de próstata. O principal deles é o hospital São Lucas, em Porto Alegre, que realizou nove estudos no período. Outra instituição de destaque é Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - ICESP, com oito pesquisas.

Entre as cidades brasileiras, São Paulo é a mais ativa, com 28 estudos nos últimos cinco anos. Porto Alegre ocupa a 2ª posição do ranking, com 20 pesquisas realizadas, seguida pelo Rio de Janeiro, com 16. “Os centros brasileiros ainda enfrentam dificuldades para participar das grandes pesquisas globais. Para que esse cenário mude, é preciso que as instituições sejam conhecidas pelos financiadores de estudos em todo o mundo”, explica o Dr. Fábio Thiers, fundador do ViS.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, em 2012 foram diagnosticados 60 mil novos casos de câncer de próstata no País, o segundo tipo de tumor que mais afeta os homens (Foto: Divulgação)

A pesquisa sobre esta doença é de grande importância para o desenvolvimento de novos tratamentos, destaca Thiers. “Os médicos engajados em pesquisas globais entram em contato com o que há de mais avançado no diagnóstico e tratamento da doença. Por isso é fundamental que os centros nacionais deem visibilidade ao seu trabalho e ao potencial que têm para desenvolver estudos”, completa.