Medicamento não possui registro sanitário no Brasil e o fabricante estrangeiro não solicitou autorização para comercialização no país / Divulgação/PF
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu mais uma marca de “caneta emagrecedora” fabricada no Paraguai.
A decisão consta na Resolução-RE nº 641, de 18 de fevereiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União, e veta a importação, transporte, distribuição, divulgação e uso do produto Tirzec, do laboratório Quimfa.
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Segundo a autarquia, o medicamento não possui registro sanitário no Brasil e o fabricante estrangeiro não solicitou autorização para comercialização no país. Com isso, a Anvisa afirma não ter condições de avaliar a qualidade, a procedência e a segurança do uso do produto.
Assim como outras canetas usadas para emagrecimento, o Tirzec tem a tirzepatida como princípio ativo — substância indicada para controle do diabetes tipo 2 e que ganhou popularidade pelo efeito de perda de peso. A crescente procura, no entanto, tem impulsionado a circulação de versões sem registro, muitas adquiridas por brasileiros em cidades de fronteira.
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A Anvisa reforça que a ausência de avaliação regulatória impede a garantia de eficácia e segurança, além de aumentar o risco de reações adversas e uso inadequado.
Atualmente, apenas duas marcas produzidas no Paraguai têm autorização para importação por pessoas físicas: Gluconex e Lipoland. Mesmo nesses casos, o transporte só é permitido mediante apresentação de receita médica e em quantidade suficiente para até três meses de tratamento.
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Veja o que o Dr. Drauzio Varella fala sobre os remédios utilizados para emagrecimento:
O avanço do mercado paralelo tem gerado reflexos na segurança pública. Dados da Receita Federal indicam que as apreensões de canetas emagrecedoras cresceram cerca de 80% até a metade de fevereiro na região de Foz do Iguaçu.
Veja também: Anvisa impõe controle rigoroso para uso de canetas emagrecedoras
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Do lado paraguaio, autoridades relatam aumento de assaltos a farmácias e depósitos de medicamentos, além de denúncias de falsificação envolvendo produtos com tirzepatida. O cenário reforça o alerta de especialistas sobre os riscos do consumo de medicamentos sem procedência e acompanhamento médico.
A Anvisa orienta que pacientes busquem sempre avaliação profissional e utilizem apenas medicamentos regularizados, evitando compras informais ou sem prescrição.