Anticoncepcional que age por três anos chega à Rede de Saúde de Itanhaém

O principal objetivo Prefeitura é diminuir o índice de gravidez em mulheres dos chamados “grupos de risco”, que já são monitoradas por equipamentos de Saúde do Município

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08 NOV 201316h37

Uma nova medida contra a gravidez indesejada está disponível na rede pública de Saúde de Itanhaém. Trata-se do Implanon, um implante subcutâneo capaz de reduzir as chances de gestação em mais de 99%. A Prefeitura de Itanhaém já recebeu o primeiro lote do anticoncepcional e mais de uma dúzia de médicos das redes Básica e Especializada da Cidade passaram, na última quinta-feira (7), na sede do Programa Cuidar, por uma capacitação especial para a aplicação do produto, que contou com o uso de braços artificiais.

Ao fim do treinamento, cerca de dez pacientes monitoradas pela Secretaria de Saúde receberam o implante no local. De acordo com informações do fabricante, o produto, que geralmente só se encontra disponível na rede de Saúde particular, segue ativo no organismo por até três anos sem perder sua capacidade anticoncepcional.

“O implante é alocado na camada subcutânea da pele, no antebraço. Trata-se de uma técnica moderna de contracepção, bastante eficaz e de alto índice de satisfação para a paciente. Além disso, possui pouquíssimos efeitos colaterais ou contraindicações”, afirmou a ginecologista e professora da Escola Paulista de Medicina, Dra. Cristina Guazelli, responsável pela capacitação.

O principal objetivo Prefeitura é diminuir o índice de gravidez em mulheres dos chamados “grupos de risco”, que já são monitoradas por equipamentos de Saúde do Município, como o Centro Especializado na Saúde da Criança e da Mulher (Cescrim Paula Vegas), Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Programa Cuidar e pelo Centro de Infectologia (CINI), que coordena a ação.

 Implante subcutâneo é aplicado no antebraço e libera hormônios anticoncepcionais por três anos (Foto: Divulgação)


“A triagem será feita no CINI e a indicação do implante será para pacientes com menos de 15 anos que já tiveram uma gestação, pacientes usuárias de drogas e em condições sociais desfavoráveis ou com filho em situação de abrigo. Até o fim do ano devemos colocar o implante em 40 pacientes”, explicou a ginecologista e coordenadora do Programa de Saúde da Mulher, Dra. Thais Octávio de Oliveira.

Implante

Geralmente disponível apenas na rede particular de Saúde, o Implanon é um anticoncepcional implantado sob as primeiras camadas da pele e libera hormônios que inibem a ovulação durante três anos. É eficaz desde os primeiros dias de uso e não depende da adesão da usuária ao método, já que uma vez implantado não exige métodos periódicos como ingestão de pílulas ou aplicação de injeções. Entretanto, assim como em qualquer outro método anticoncepcional, é necessário seguir fazendo acompanhamento ginecológico.

A principal contraindicação do implante é que seu uso não deve se dar durante uma gravidez. Se a paciente engravidar fazendo uso do método o implante dever ser retirado. Caso contrário, após três anos o anticoncepcional deve ser trocado. Normalmente, pacientes que optam por não continuar usando o implante apresentam retorno à fertilidade em poucas semanas.