36 milhões de brasileiros têm hipertensão e apenas 50% foram diagnosticados

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, 4,3% dos brasileiros sabem que são hipertensos e não se tratam

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15 MAI 2019Por Da Reportagem20h00
Os sintomas da pressão arterial alta variam para cada pacienteFoto: Agência Brasil

A hipertensão, ou pressão alta, como é popularmente conhecida, chega a atingir aproximadamente 32% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Os idosos são os mais afetados pela doença, uma vez que com o passar dos anos, acontece o processo de envelhecimento que pode resultar no endurecimento dos vasos sanguíneos.

Para os profissionais da saúde, a regularidade das consultas médicas é a melhor forma de prevenir qualquer doença. Fazer check ups todos os anos, ter uma alimentação saudável e balanceada e praticar exercícios físicos reduzem diversas doenças e melhoram a qualidade de vida. Doenças comuns aos brasileiros, como a hipertensão, assim como diabetes e obesidade, podem ser identificadas de maneira precoce e gerar um tratamento mais certeiro e competente.

De acordo com a cardiologista do dr.consulta Claudia Scalisse, a falta de tratamento da hipertensão pode prejudicar a qualidade de vida do paciente. “A longo prazo podem ocorrer desdobramentos graves, como insuficiência cardíaca, acidente vascular encefálico, insuficiência renal, entre outros tantos que podem levar à morte”.

Os sintomas da pressão arterial alta variam para cada paciente. Alguns podem sentir dores de cabeça, tonturas, náuseas e outros apresentam sintomas inespecíficos, como mal-estar generalizado, cansaço e indisposição. “É importante ressaltar que existem pessoas que não apresentam sintomas mesmo quando a pressão está elevada, o que aumenta o risco de complicações. Por isso a prevenção e consultas regulares com o médico são essenciais”, explica a cardiologista.

Existe também a possibilidade de diagnosticar a hipertensão em gestantes durante a gravidez, trazendo risco tanto para a mãe quanto para o bebê. Isso pode levar à restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro e em quadros não controlados pode causar morte materna e fetal. Obstetra e Cardiologista precisam trabalhar juntos em prol da mãe e do bebê, visto que algumas medicações utilizadas no controle da pressão arterial são contraindicadas na gestação e no período da amamentação.

A primeira medida a ser tomada quando se descobre a doença é mudar seu estilo de vida: diminuir o consumo de sal, adotar uma dieta rica em frutas e vegetais, controlar melhor o peso, iniciar a prática de exercícios físicos, além de usar medicações prescritas. O paciente precisa estar ciente de que, apesar de ser uma doença crônica, pode ser controlada, portanto é altamente contraindicado que as medicações sejam descontinuadas sem orientação médica. “É essencial a conscientização doa brasileiros para a importância do diagnóstico precoce e a necessidade de tratamento correto, uma vez que a doença contribui direta ou indiretamente com 50% das mortes por causa cardiovascular”, finaliza a especialista.