São Vicente
Mesmo com extrema dificuldade financeira, município do litoral paulista não atrasou salários e manteve obras como hospital e UPA
Apesar de estar entre os municípios mais pobres, São Vicente (SP) salda R$ 650 milhões em dívidas, avança em ranking de educação e ganha prêmio de urbanismo. / Divulgação/PMSV
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Mesmo figurando entre os municípios com menor capacidade de arrecadação do país, São Vicente, no litoral de São Paulo, alcançou um marco inédito na gestão pública local: a quitação de mais de R$ 650 milhões em dívidas herdadas de administrações anteriores, sem comprometer investimentos nem atrasar salários de servidores.
Para reverter o quadro, a administração adotou medidas de contenção de despesas, priorizou parcerias com a iniciativa privada para a realização de eventos e ampliou o diálogo com os governos estadual e federal.
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“Encontramos a cidade com salários atrasados e dívidas históricas. Hoje, fechamos o quinto ano sem um único dia de atraso no funcionalismo e com as contas em ordem”, afirma Amado.
Ele ressalta, no entanto, que os desafios persistem. “São Vicente ainda enfrenta extrema dificuldade financeira. A renda per capita do município é menor do que a de 87% das cidades brasileiras.”
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Mesmo diante da escassez orçamentária, a prefeitura conseguiu manter e ampliar investimentos em áreas estratégicas.
Entre as principais entregas estão a construção e o funcionamento do Hospital do Vicentino, a conclusão da primeira UPA 24 horas da cidade, atualmente em fase final de obras, e a implantação do Complexo Materno Infantil no espaço onde funcionava o antigo CREI.
Na educação básica, São Vicente avançou da penúltima para a quinta colocação no ranking de alfabetização da Baixada Santista.
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Outro reconhecimento veio na área de urbanismo e mobilidade: a Orla do Gonzaguinha foi eleita uma das três melhores do Brasil para caminhadas, recebendo o Prêmio Cidade Caminhável.