PSDB tenta impedir divulgação de pesquisa em São Vicente, mas juiz nega pedido

A pesquisa quantitativa tem como objetivo fazer um balanço da intenção de votos do eleitorado vicentino para o segundo turno eleitoral

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23 NOV 2020Por LG Rodrigues18h00
Solange Freitas e Kayo Amado estão no segundo turno das eleições de São VicenteFoto: Reprodução / Facebook / Rodrigo Montaldi / Diário do Litoral

Um Juiz Eleitoral da 177ª Z.E. de São Vicente negou um pedido do PSDB, partido da candidata Solange Freitas, para que uma pesquisa de intenção de votos realizada pela Badra Comunicação na cidade tenha sua divulgação impedida. Na liminar requerida pelo partido, a legenda afirma que o instituto que realizou o levantamento já sofreu uma série de impugnações em diversas cidades do Estado de São Paulo por uma possível série de irregularidades em pesquisas que beneficiavam Márcio França (PSB). O magistrado negou o pedido da equipe de Solange Freitas afirmando que não existe qualquer mínimo descumprimento dos parâmetros fixados pela Justiça Eleitoral que possa acarretar direcionamento ou manipulação do resultado da amostragem realizada.

A decisão de Otavio Augusto Teixeira Santos foi dada nesta segunda quinzena de novembro depois do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ter entrado com um pedido de liminar para apresentar a impugnação da pesquisa eleitoral registrada perante a Justiça Eleitoral sob n° SP-05807/2020 no dia 16 deste mês. A pesquisa quantitativa tem como objetivo fazer um balanço da intenção de votos do eleitorado vicentino para o segundo turno eleitoral, que será disputado entre Kayo Amado (Podemos) e Solange Freitas (PSDB), candidata pertencente à legenda que tentou impedir a divulgação do levantamento.

Segundo o PSDB, os motivos para tentar impedir a divulgação da pesquisa se dão devido a uma possível ligação, alegada pelos próprios tucanos, entre o instituto e Márcio França, ex-prefeito de São Vicente, que teria, segundo o partido de Solange Freitas, se beneficiado por levantamentos da empresa feitos para apurar a intenção de votos à Prefeitura de São Paulo durante a última semana de outubro. Este levantamento em questão foi encomendado pela própria empresa na Capital do Estado, mas as chapas paulistanas do PSDB e do PSOL entraram na Justiça por entender que houve indução na resposta dos eleitores favorecendo França.

"É sabido que o grupo político de Márcio França, nome relevante no cenário vicentino, apoiou a candidatura de Pedro Gouvêa, cunhado de Márcio, e agora declarou apoio velado ao candidato adversário do Representante. As pesquisas impugnadas, com distorções e vieses, também foram contratadas e pagas pelo próprio Instituto Badra, que também foi responsável por produzir publicidade para o diretório estadual do PSB, incluindo vídeos para a campanha de Márcio França, evidente o conflito de interesses", afirmou a legenda em seu pedido de liminar.

Já o juiz Otavio Augusto Teixeira Santos descartou qualquer possibilidade e não aceitou o pedido do PSDB.

"Ao derradeiro, toda a argumentação desenvolvida pelo impugnante em relação a suposto vínculo entre a empresa responsável pela pesquisa e o ex-governador Márcio França é evidentemente irrelevante, pois ambos candidatos que disputam o segundo turno se apresentaram ao eleitorado, durante a campanha política, como opositores à administração atual, de modo que não se denota mínimo indício que possam ser favorecidos ou prejudicados", afirmou o magistrado.

Segundo dados registrados no portal do Tribunal Superior Eleitoral, a pesquisa SP-01577/2020 terá sua fase de pesquisa iniciada na quarta-feira (25) e a divulgação dos números será realizada na sexta-feira (27).