População reclama da falta de abrigo em pontos de ônibus de São Vicente

Os passageiros do transporte coletivo sofrem com as chuvas e o sol forte, e reclamam de não ter um local para sentar ou se abrigar enquanto aguardam os ônibus.

Pontos de ônibus quebrados, sem cobertura ou simplesmente sem qualquer abrigo ou assento, essa é a situação em algumas paradas de São Vicente. Segundo a Prefeitura, não há previsão de serem reformados ou recolocados.

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Principal via da cidade, a Avenida Presidente Wilson, é exemplo disso. Fernando Firmino trabalha vendendo passagens no primeiro ponto sentido praia. Segundo ele, o abrigo foi retirado no dia 1º de outubro e, no dia seguinte, ele e seu primo decidiram colocar cadeiras e guarda-sol no local. “Aqui param muitos idosos e deficientes, por isso resolvemos ajudar”, explica.

Todos os dias, seu primo traz as cadeiras às 7h da manhã e retira às 18h. O guarda-sol fica em um estacionamento próximo ao local. “Todo mundo agradece, mas a gente só faz por ajudar e fica esperando que a Prefeitura arrume”, diz. “Muitos inclusive acham que foi a Prefeitura que mandou colocar nossas cadeiras e ficam gratos quando descobrem que fomos nós”, complementa.

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De acordo com a Secretaria de Trânsito e Transportes (Setrans), há um inquérito civil público do Ministério Público (MP) determinando a retirada dos abrigos de concreto tendo em vista o risco de queda. “Atendendo à determinação do MP, e para segurança das pessoas, a Setrans está retirando os abrigos”, informa o órgão da Administração Municipal.

Os passageiros do transporte coletivo sofrem com as chuvas e o sol forte, e reclamam de não ter um local para sentar ou se abrigar enquanto aguardam os ônibus.

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“Pego ônibus às vezes aqui, é um absurdo essa situação”, reclama Fernanda de Souza. “É legal a atitude dos meninos, mas é obrigação da Prefeitura. Eles fazem o que não precisam e a Prefeitura não cumpre seu papel”, comenta a respeito das cadeiras e guarda-sol colocados pelos vendedores de passagem.

Beatriz Pinheiro depende do transporte público todos os dias e não entende a demora em repor o ponto. “Está assim desde o ano passado e ninguém faz nada. Ainda bem que os meninos colocam essas cadeiras para ajudar”, diz.

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O segundo ponto sentido praia e o último sentido centro também estão sem abrigo. Já o terceiro ponto sentido praia está sem a cobertura. “É horrível e em dia de temporal piora. Eles pintaram, mas não colocaram cobertura, não tem o menor sentido. Quem pega transporte público todos os dias sofre”, lamenta Jarizete Pereira, mostrando que, além do toldo, partes dos bancos estão quebradas.

A situação se repete ainda no segundo ponto do Itararé, sentido Santos. “Todos os dias ouço as pessoas reclamando dos pontos dessa região”, esclarece Juliana Souza.

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Além disso, nos primeiros pontos de cada sentido da Presidente Wilson (praia e Centro) há abrigos diferentes dos demais. Enquanto os outros são de concreto, estes são de ferro.

Ainda sem previsão de quando essa situação será revertida, a Prefeitura diz que busca parcerias para a instalação de novos abrigos.