Pedido de liberação da Ponte dos Barreiros é negado pela Justiça

Requisição foi negada após um laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)

Comentar
Compartilhar
12 DEZ 2019Por Da Reportagem16h49
Decisão foi tomada pelo juiz Francisco TabordaFoto: Luiza de Oliveira / Diário do Litoral

O pedido de liberação parcial da Ponte dos Barreiros que foi realizado pela administração municipal de São Vicente foi negado pela Justiça no começo da tarde desta quinta-feira (12).

A tentativa da Prefeitura de pedir que um trecho da estrutura fosse liberada para tráfego de veículos foi feita em conjunto com o Estado. Apesar dos esforços das autoridades, o pedido foi negado após um laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O documento destaca que a Ponte dos Barreiros corre um risco crítico de entrar em colapso e por este motivo deverá permanecer fechada para veículos e que uma liberação só poderá ser viabilizada depois de um novo laudo do IPT.

A decisão foi tomada pelo juiz Francisco Taborda. Desde a última sexta-feira (6), quem precisa atravessar a Ponte dos Barreiros, em São Vicente, conta com sistema paliativo de transporte, contratado pela Otrantur e que é chamado de 'trenzinho' ou 'pedalinho' pelos usuários.

Atualmente, há três carrocellas à disposição dos munícipes, gratuitamente. Por hora, cada uma chega a transportar 96 pessoas, num trajeto de 600 metros que leva de 5 a 7 minutos para ser concluído.

INTERDIÇÃO.
A Ponte dos Barreiros foi interditada para o tráfego no dia 30 de novembro devido ao risco de desabamento apontado pelo laudo emitido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Até o momento, podem passar apenas bicicletas e pedestres.

Para garantir uma alternativa ao translado de passageiros entre a Área Continental e a Área Insular, a Otrantur Transportes e Turismo, empresa responsável pelo transporte público municipal, implantou linhas especiais temporárias. A medida, que visa diminuir os impactos causados com a interdição da ponte e que atende a solicitações feitas por moradores, permite que o passageiro desça na cabeceira da ponte, atravesse a pé e embarque em outro ônibus.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) também deu início a um plano emergencial para atender os moradores da Área Continental, criando novas linhas com partidas dos bairros Humaitá, Parque Continental e Gleba II, para levar os passageiros até a cabeceira da ponte. Os usuários recebem uma senha para embarcar, no outro lado da ponte, sem pagar outra tarifa.