Hospital do Vicentino, em São Vicente / Divulgação/PMSV
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Em uma ação marcada pela solidariedade e pelo compromisso com a vida, o Hospital do Vicentino realizou, no sábado (3), a primeira captação de órgãos de 2026. Foram coletados fígado, pâncreas, rins e córneas, em um procedimento conduzido pela equipe multidisciplinar da unidade em conjunto com a Organização de Procura de Órgãos (OPO), obedecendo a todos os critérios técnicos, legais e éticos previstos pelo Ministério da Saúde.
A iniciativa reforça o papel fundamental da doação de órgãos na transformação de vidas e na redução das filas de transplante.
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O doador era um homem de 29 anos, internado no Hospital do Vicentino desde o dia 22 de dezembro, após dar entrada na unidade vítima de politrauma. Ele permaneceu sob cuidados intensivos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A autorização para a captação ocorreu após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica, atestado nesta sexta-feira (2) por três médicos distintos, em momentos diferentes, conforme estabelece o protocolo do Conselho Federal de Medicina (CFM).
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Antes da confirmação, todos os exames clínicos e complementares obrigatórios foram rigorosamente realizados.
Com a constatação da morte encefálica, a Organização de Procura de Órgãos foi imediatamente acionada.
Em parceria com a equipe multiprofissional do Hospital do Vicentino — composta por médico, enfermeiro e psicóloga — foi realizada a abordagem familiar, priorizando acolhimento, apoio emocional e esclarecimento detalhado sobre todas as etapas do processo, antes da solicitação da autorização formal para a doação.
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Segundo a gerente de enfermagem do Hospital do Vicentino, Cintia Santos, todo o procedimento segue normas bem estabelecidas e criteriosas.
“Após a conclusão dos exames e a confirmação da morte encefálica, entramos em contato com a Organização de Procura de Órgãos do Estado de São Paulo. A abordagem aos familiares acontece de forma conjunta, com total transparência, explicando o que caracteriza a morte encefálica e como ocorre a captação de órgãos. Somente depois desse diálogo e do esclarecimento de todas as dúvidas é que solicitamos a autorização formal para a doação”, explicou.
Os órgãos captados — fígado, pâncreas, rins e córneas — foram transportados pela equipe da OPO até o Hospital dos Rins, na capital paulista, responsável por destiná-los a pacientes que aguardam por transplante na fila única do sistema de saúde.
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