São Vicente

Guardiã Maria da Penha acolhe e acompanha mulheres vítimas de violência em São Vicente

Grupamento da GCM atua com fiscalização, escuta e apoio para ajudar vítimas a romper o ciclo da violência

Luna Almeida

Publicado em 29/03/2026 às 07:16

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O trabalho começa, muitas vezes, pela escuta de mulheres que procuram ajuda / Divulgação/PMSV

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Desde agosto, o Grupamento Guardiã Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Vicente, realiza acompanhamento de mulheres em situação de violência doméstica, unindo proteção, acolhimento e orientação.

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Somente em 2026, já foram contabilizadas 150 fiscalizações e 78 atendimentos relacionados a medidas protetivas, além de 11 ocorrências de violência doméstica e três casos de descumprimento de decisão judicial. 

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Em 2025, o grupamento também registrou atendimentos, fiscalizações e ocorrências como ameaça e lesão corporal, além de ações preventivas e apoio a outros órgãos.

O trabalho começa, muitas vezes, pela escuta de mulheres que procuram ajuda em momentos de grande vulnerabilidade. 

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“Quando uma mulher chega aqui, geralmente já não aguenta mais a situação. A gente acolhe, orienta e mostra que ela tem direitos e que não está sozinha”, explica a GCM de 2ª classe Marcela Barbosa da Silva.

O atendimento não se limita a quem já possui medida protetiva. Mulheres que ainda não registraram ocorrência também recebem orientação e, quando necessário, são acompanhadas até a delegacia. 

O grupamento também realiza encaminhamentos para serviços de apoio, como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), além de orientar sobre benefícios que auxiliam no recomeço, como o auxílio-aluguel.

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O acesso ao serviço pode ocorrer de forma espontânea, quando a mulher busca atendimento, ou por encaminhamento do Ministério Público. 

A partir disso, a equipe passa a acompanhar cada caso de forma contínua, com rondas periódicas e contato direto para monitorar a segurança da vítima.

Segundo a GCM Maria do Carmo Peres, esse acompanhamento é feito com discrição para evitar exposição. “A gente realiza as rondas sem identificar quem está sendo assistida, justamente para não aumentar o risco”, afirma.

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Além do atendimento direto, o grupamento também promove ações educativas em escolas, eventos e equipamentos públicos, abordando diferentes formas de violência, que vão além da agressão física.

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