Grupo apresenta teatro de fantoches para alertar sobre dengue em São Vicente

Peça leva diversão e conhecimento para estudantes da rede municipal de ensino.

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22 SET 2018Por Da Reportagem10h08

“O que vocês vão assistir agora, é para contar em casa depois, viu?!”. Com essa fala, a peça de teatro com fantoches ‘Um Reino Sem Dengue’ é iniciada para três turmas de alunos do 1º ano da escola EMEF Ercilia Nogueira Cobra, na Vila Margarida. A apresentação, realizada nesta sexta-feira (21) foi mais uma do grupo IEC (Informação, Educação e Comunicação) que traz há cinco anos, diversão e conhecimento para as crianças de São Vicente.

“É uma mensagem que passamos enquanto brincamos e ao mesmo tempo eles aprendem muito. Dá pra ver pelas reações que fazem ao longo do teatro. Eles adoram. Assim que chegam em casa, fazem questão de alertar os pais sobre o que aprenderam”, afirma Maria Dinalva Silva Fraga, agente de Saúde Pública e integrante do grupo.

A peça tem como personagens a agente de saúde Aninha, a médica Fátima, a moradora Joana que enfrenta o desespero de ver sua bebê com dengue, e o vilão da história, o Mosquito Malvado. Os agentes de saúde interpretam os personagens de forma divertida e interagem com a plateia a todo o momento. Ao longo dos 15 minutos de apresentação, é possível ver um misto de reações dos alunos, que entre muita risos e gritos respondem as perguntas feitas pelas personagens.

“Vocês conhecem o mosquito Aedes aegypt?”, pergunta a agente de saúde Aninha. O sim quase unânime ecoa pela sala onde é realizada a apresentação. “E vocês sabem quais doenças são transmitidas por eles?” continua a agente.

O enredo da peça é finalizado com uma batalha entre a agente de saúde e o Mosquito Malvado. A plateia vai à loucura com a vitória de Aninha, que se despede depois de derrotar o grande vilão da história. Logo após, as integrantes do grupo mostram uma maquete chamada “quintal certo e errado”. Nela apontam o modo correto de deixar as coisas em casa para não ter risco do mosquito da dengue chegar perto. Dois vídeos educativos são apresentados e, ao final, eles cantam uma música com as crianças chamada “Xô Dengue”. “A parte que eu mais gostei foi o teatro. A mãe desesperada foi muito engraçada e a agente brigando com o mosquito foi demais”, conta o estudante Leonardo Pereira.

“Eu sempre fico contente ao final de cada peça, porque as crianças saem daqui com boas lembranças e informadas. Elas são sempre assim participativas e gostam tanto da peça que depois querem brincar com os fantoches. Uns até me perguntam se podem levar para casa”, afirma Roberta Fernanda de Oliveira Cabral, supervisora do IEC e intérprete da agente Aninha.

Atuação - O grupo Informação, Educação e Comunicação faz parte do Projeto Dengue, que integra o Departamento de Controle de Doenças Vetoriais (Decodove) da Secretaria de Saúde (Sesau) de São Vicente. Pelo menos três vezes por semana, eles apresentam a peça nas escolas.

“Os nossos alunos são multiplicadores de informação. Neste aspecto é muito importante que a escola dê oportunidade para profissionais que realizam o trabalho de informar de maneira prazerosa. Se for da maneira convencional, se torna muitas vezes cansativo para os alunos”, destaca Adalberto Arakaki, diretor da EMEF Ercilia Nogueira Cobra.

Seriedade - Embora o teatro envolva a palhaçada dos personagens, o grupo faz um trabalho sério. Todo mês, eles enviam relatório de todas as atividades desenvolvidas para a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen).

“Às vezes interpreto um personagem e fico responsável por fazer o relatório informando em quais locais fomos fazer a conscientização, quantas pessoas tinham e de que maneira fizemos isso”, explica André Avelino Dantas Neto, integrante do IEC.

Além da peça teatral direcionadas a alunos do 1° ao 6° ano, a conscientização também é feita por meio de palestras e slides educativos. Também é realizada nas escolas a gincana “Caça ao Criadouro”, para estudantes do 4° ao 5° ano, em que distribuem sacos de lixos e luvas e junto com os participantes fazem o recolhimento de lixo dentro do ambiente escolar. Ao final, cada aluno ganha um certificado de “agente mirim”.