A Encenação da Fundação da Vila consolidou-se, ao longo dos anos, como uma das mais grandiosas expressões culturais brasileiras / Divulgação/PMSV
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A trajetória de São Vicente está diretamente ligada ao início da história do Brasil. Foi em 22 de janeiro de 1532 que Martim Afonso de Sousa oficializou a fundação da Vila de São Vicente, a primeira cidade do país.
Para preservar esse legado e mantê-lo vivo entre diferentes gerações, a Encenação da Fundação da Vila consolidou-se, ao longo dos anos, como uma das mais grandiosas expressões culturais brasileiras e um marco da memória nacional.
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Entre os dias 21 e 24 de janeiro, a Praia do Gonzaguinha, na Praça Tom Jobim, volta a se transformar em um imenso palco a céu aberto. Reconhecido como o maior espetáculo teatral encenado em areia de praia no mundo, o evento reúne emoção, tradição e inovação em uma experiência que envolve moradores e visitantes.
Com o enredo “O Chamado dos Elementos”, a edição de 2026 utiliza água, fogo, terra e ar como símbolos para narrar a chegada dos portugueses, o encontro — e os conflitos — com os povos originários e os acontecimentos que deram origem à Primeira Cidade do Brasil. A proposta conecta passado, presente e futuro em uma narrativa sensível, contemporânea e impactante.
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Nos bastidores, mais de 600 pessoas estão envolvidas na produção do espetáculo, em um trabalho coletivo que reflete o engajamento da comunidade. Um dos exemplos dessa dedicação é Ulisses Garavatti, que participa da Encenação há 33 anos e esteve presente em todas as edições.
Mesmo após décadas de atuação, a emoção permanece. “Toda edição tem sua importância, cada qual com as suas particularidades. Todo ano parece a primeira vez. É a comunidade engajada para contar a história da Cidade que amamos”, afirma.
A troca entre gerações também ganha rosto no ator Leonardo Dantas, integrante do elenco há 15 anos, que enxerga na Encenação mais do que um espetáculo.
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“É um grande marco comemorar 15 anos de trajetória na Encenação. Ela é parte da minha vida. É a primeira vila do Brasil, uma história diretamente conectada à do nosso país”, destaca.
Além das apresentações teatrais, a Encenação 2026 se propõe a ser um grande festival cultural.
A programação inclui uma área imersiva com tela holográfica, esculturas confeccionadas com pneus reutilizados que retratam episódios da história vicentina, feira de empreendedorismo, espaço gastronômico e apresentações temáticas de artistas locais, concentradas na Praça 22 de Janeiro antes do início dos espetáculos.
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A concepção artística busca ampliar a leitura histórica ao dar voz a diferentes perspectivas.
“Iremos reproduzir o ponto de vista dos portugueses e também dos povos originários, trabalhando a representatividade dos quatro elementos. A terra e o fogo simbolizam os indígenas — o fogo como resistência e a terra como sustento — enquanto o mar e o vento representam os portugueses, impulsionando as caravelas até o novo continente. Trabalhamos com um olhar de sustentabilidade, provocando reflexão e oferecendo contrapartidas aos povos originários”, explica o diretor e produtor musical Júlio César Viana Morais.
Para o prefeito Kayo Amado, a Encenação é um dos pilares da identidade cultural de São Vicente.
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“Não há evento que se conecte mais aos 500 anos de São Vicente do que a própria Encenação. A expectativa é integrar cada vez mais o espetáculo ao Plano dos 500 anos, mostrando que a Cidade pensa seu passado, presente e futuro de forma estruturada e coletiva”, ressalta.
A arena montada na orla terá capacidade para receber até 4 mil pessoas por noite. As informações sobre o formato das apresentações e a aquisição de ingressos serão divulgadas em breve pela Prefeitura de São Vicente, por meio de seus canais oficiais.