Casal vicentino cria velas aromáticas com nome dos bairros da Cidade

Loja "Calunga Velas Artesanais" surgiu após descobrirem alergia dos filhos

Humaitá, Japuí, Voturuá, Itararé, Vila Valença e Biquinha foram os bairros homenageado

Humaitá, Japuí, Voturuá, Itararé, Vila Valença e Biquinha foram os bairros homenageado | Divulgação/PMSV

Seria apenas mais uma história de pessoas com alergia respiratória, se Agatha Aparecida Maia não tivesse sido criativa para fazer da adversidade uma oportunidade de empreender. 

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Moradores do bairro Esplanada dos Barreiros, Agatha e o marido Bruno Maia tiveram a ideia de produzir velas aromáticas após os filhos,  Nelson (5 anos) e Joana (2), apresentarem muitas alergias. “Meu objetivo foi criar um produto natural para cuidar da minha família. Como trabalho na área da saúde, juntei a ideia à teoria”, comenta Agatha.

Mas os produtos confeccionados pela terapeuta ocupacional não são apenas especiais por serem orgânicos. O casal decidiu demonstrar seu amor por São Vicente batizando sua loja de “Calunga” e suas velas com os nomes de alguns bairros da Cidade. 

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“Calunga, segundo o Instituto Histórico Geográfico de São Vicente, também é ‘aquele que deseja a paz’. Ainda segundo eles, os escravizados, quando conseguiam fugir das suas amarras ou eram libertos, vinham para cá para reestruturar suas vidas, sua cultura e sua existência. Como queríamos evidenciar a primeira Vila do Brasil, utilizamos os pontos historicamente oriundos dos povos indígenas e do povo negro para relembrar a força das nossas raízes”, explica Agatha.

Humaitá, Japuí, Voturuá, Itararé, Vila Valença e Biquinha foram os bairros homenageados por Agatha e Bruno. Jabaquara, em Santos, também foi lembrado por ser histórico. Os aromas são inspirados nos locais: Humaitá tem notas de capim-limão, citronela e “banho de cachoeira”; Japuí tem notas de melancia e “sabedoria”; Biquinha tem notas de café com pimenta e “encantos”; Voturuá tem notas de pitanga e “folha molhada”;  Itararé tem notas de lavanda, patchouli, “folga e carinho”; Vila Valença tem notas de pêssego, limão siciliano e “sofisticação” e Jabaquara tem notas de sândalo, baunilha e “glamour”.

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“Temos um amigo que mora em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e ele conta que os americanos têm por hábito usar muitas velas no dia a dia. Ele está sempre nos enviando fotos e ideias. O aroma da vela Jabaquara veio de uma sugestão dele”, comenta Bruno.

Outro diferencial é o ingrediente escolhido para a confecção das velas. Agatha utiliza cera de coco ou cera de abelha. “Não usamos parafina ou cera de soja, pois temos como lema em nosso empreendimento a sustentabilidade, o cuidado com a saúde e a promoção do bem-estar. A parafina libera substâncias que fazem mal ao nosso organismo, tanto quanto o cigarro. Diferente da cera de coco e de abelha, que são produtos naturais e orgânicos”. 

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“Um colega de trabalho tem fortes alergias respiratórias e se sente mal quando a esposa acende incenso ou utiliza algum produto com cheiro mais forte. Eles compraram uma das nossas velas para testar e se surpreenderam, pois ele ficou bem. Agora eles podem ficar com a casa cheirosa sem problemas”, conta Bruno.

As velas são produzidas artesanalmente, uma a uma, em três tamanhos: 120, 80 e 20 gramas. Outro produto diferenciado é a linha ‘Calunga velas Mensageiras’, cuja queima revela uma mensagem personalizada que pode ser escolhida pelo cliente.

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O casal visa ampliar o catálogo de seus produtos para proporcionar novas experiências. “Estamos desenvolvendo ‘velas travel’, de 50 gramas, velas de massagem e o home spray para perfumar ambientes”, revelam.