Cachorrinha vítima de maus-tratos conhece o amor através de menina de quatro anos

Animal, assustado, se perdeu pelas ruas e buscou abrigo na Secretaria de Cultura de São Vicente, até que encontrou um lar

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03 AGO 2021Por Da Reportagem18h05
Por força do destino, eis que uma garotinha chamada Jade, de apenas quatro anos, cruzou o caminho da cachorrinhaPor força do destino, eis que uma garotinha chamada Jade, de apenas quatro anos, cruzou o caminho da cachorrinhaFoto: DIVULGAÇÃO/PMSV

Antes chamada de Bartira, a pequena cachorrinha, ainda filhote, só tinha experimentado a pior face de um ser humano: o da maldade. Ela sofria maus-tratos e acabou fugindo, até que decidiu se refugiar na sede da Secretaria de Cultura de São Vicente, no Catiapoã. O fato ocorreu na sexta-feira, 23 de julho. 

“Ela chegou nervosa, ficou lá no fundo, com medo, rosnando”, conta a servidora pública que trabalha na recepção da Secult, Hercília Mendes Rodrigues Tartaglione. 

Enquanto a cachorrinha ficou sob os cuidados da equipe da Secult, foi levada ao veterinário, medicada e ficou pronta para ser adotada. 

Enquanto não aparecia uma família para levá-la para casa, a cadelinha foi temporariamente batizada de Bartira, em homenagem à índia, filha do cacique Tibiriçá, importante líder indígena tupiniquim na época dos primeiros anos da colonização portuguesa no Brasil, e que se casou com o aventureiro-explorador João Ramalho. 

Por força do destino, eis que uma garotinha chamada Jade, de apenas quatro anos, cruzou o caminho da cachorrinha ( ou o contrário), e o resultado foi amor à primeira vista. 

De acordo com o pai de Jade, Anderson Xavier Alves Moura, que é funcionário da Secult, ele soube que a Bartira estava para adoção e comentou com sua esposa, Angela Soares de Souza, que também adora animais. “A gente tinha um cachorrinho da nossa filha mais velha. Ela se casou, levou o cachorro e a Jade sentiu muito. Então, estávamos na dúvida se pegaríamos, ou não, outro animal. Quando contei em casa a história da Bartira, minha esposa não pensou duas vezes e decidimos adotá-la", explica. 

Ao chegar no novo lar, ela foi rebatizada pela pequena Jade, e ganhou o nome de Princesa Lory, pois o cachorrinho da irmã, que foi embora, se chamava Príncipe. Agora, são duas amigas inseparáveis. “O pessoal da Secult a trouxe aqui em casa e está sendo uma festa. Todo mundo adora e brinca com ela. É muito prazeroso. Está sendo melhor do que eu imaginava", conta Anderson. 

Bartira, ou melhor, Princesa Lory, tirou a sorte grande. Ganhou uma família pronta para dar amor, carinho e todos os cuidados que um animal merece. O melhor disso tudo é ver que a cachorrinha está feliz da vida e retribui todo esse sentimento. Pensando bem, quem será que tirou a sorte grande nessa história?