Ba-Bahianas Sem Taboleiro espera mais de 70 mil foliões nas ruas de São Vicente

Em sua 81ª edição, o maior bloco carnavalesco do Estado de São Paulo levará toda a irreverência para as ruas neste domingo (26)

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22 FEV 2017Por Da Reportagem18h30
Maior bloco do Estado desfila pela orla do Gonzaguinha a partir das 10hMaior bloco do Estado desfila pela orla do Gonzaguinha a partir das 10hFoto: Divulgação

Mais de 70 mil foliões, entre homens e mulheres, são esperados no tradicional Ba-bahianas Sem Taboleiro, que desfila a partir das 10h do Domingo de Carnaval (26) em São Vicente.

Em sua 81ª edição, o maior bloco carnavalesco do Estado de São Paulo levará toda a irreverência para as ruas, com concentração nas praças Tom Jobim, Biquinha e Vinte e Dois de Janeiro, partindo às 11h pela orla do Gonzaguinha rumo ao Largo Tomé de Souza (Praça do Maçom).

Trazendo este ano o tema “Ressurgindo das Cinzas”, o irreverente Ba-bahianas é conhecido pelo fato de homens se travestirem de mulher e por abordar assuntos atuais de forma crítica e satírica. Nesta edição, também haverá homenagens ao ex-prefeito de São Vicente, Tércio Garcia, e ao ex-presidente do São Vicente Atlético Clube, Pedrinho Spilotros, falecidos recentemente. Spilotros foi o último remanescente do primeiro desfile, em 1937.

“Convidamos todos a participar desta grande festa, que é um momento em que os foliões esquecem os problemas e curtem o Carnaval de forma saudável e, principalmente, na paz”, ressalta o presidente do bloco, Fabiano Cutino.

História

Inicialmente, o bloco se chamava Bahianas sem Taboleiro (as palavras “Bahiana” e “Taboleiro” seguem até hoje a grafia original). “Toda baiana tem um tabuleiro, mas a nossa é diferente, irreverente”, brinca o presidente de honra, Nazir Elias Stefan, que integra o bloco há 53 anos, dos quais 30 como presidente. Nazir explica que na década de 1960 o nome passou a ser “Ba-bahianas sem Taboleiro”, em homenagem ao primeiro presidente, Alberto “Babá” Sbravati, falecido em 1957. Em sua primeira edição, no ano de 1937, cerca de 60 foliões foram para as ruas com a proposta de curtir o Carnaval usando trajes femininos.